quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O Fascínio do Início - Feliz 2012

"E foi quando uma força se apossou de um corpo bruto e de uma mente de guerra, em um instante que poderia mudar a energia do mundo, e trouxe à tona de volta não o ímpeto do crescido que vive a vida como se fosse o último dia, mas o da criança que vive cada dia como se fosse o primeiro[...] Um sentimento que não trazia o desespero do fim; mas o fascínio do início."

Com a passagem acima, eu gostaria de deixar meus desejos para o ano 2012 aos meus amigos, começando com o desejo que possamos viver cada dia como se fosse o primeiro, não último. Digo isso, pois não quero viver em meio à ânsia de fazer aquilo que ainda não consegui, me desesperando no meio do caminho com medo de não dar tempo. Eu quero é viver sentindo o constante sabor do novo dia, da eterna descoberta e da mágica inocência, continuando, assim, com o eterno FASCÍNIO de criança.

Como todo ano que começa, desejamos que só aconteçam coisas boas, embora saibamos que isso é quase utópico, já que "A dor é inevitável”. A boa notícia, pouco notada, é que “O sofrimento é opcional".  Portanto, peço também SABEDORIA para pedirmos que, quando chegarem os momentos complicados, tenhamos a FORÇA necessária para batalhar, seguindo os caminhos da vida, entre arco-íris e tempestades, sabendo que não importa o quão grande sejam os obstáculos, nós sempre seremos MAIORES.

"Um Rei gigante se sentiu pequeno quando percebeu que fora derrotado em todos os sentidos da guerra por um ser vivo que, não importasse idade ou tamanho, sempre fora maior do que ele."

E crescendo frente aos nossos obstáculos, desejo também que em 2012 não nos falte VONTADE para dar início às novas conquistas, mesmo quando alguns disserem que nossos objetivos não serão possíveis, pois, quem abrir os olhos verá “que nada é impossível em terras como estas" desde que mantenhamos em nossos corações "Sentimentos manifestados pela vontade e ilimitados pela FÉ".

Fé necessária para quebrarmos a casca que, por vezes, juramos ser – seja pelo medo de nossa força seja pelo temor de nossa dor. Mas, ao quebrar a casca, poderemos nos permitir SONHAR e, então, ir atrás dos sonhos. Assim, mesmo que entre devaneios e tempestades, sendo o que somos em essência, poderemos finalmente CRESCER e deixar de aparentar, para simplesmente ser.

"Se você acreditar que você é apenas essa casca ao seu redor, a sua vida vai ser como a noz que é enterrada com a casca, entende? Ela não vai mudar nem vai evoluir. Não importa o que aconteça, no fim, quando a casca apodrecer, ela vai ser a mesma [...] Mas se você entender que você, na verdade, é o que está dentro da casca, então você vai ser capaz de evoluir, como a noz plantada sem ela."

E, deixando para trás a casca, nos apegaremos finalmente àquilo que nos fez existir e, dia a dia, nos dá o sentido da nossa existência... poderemos AMAR. Mais importante ainda, amaremos do jeito real da palavra. Não será um amar que domina, ou critica, ou limita. Será sim um amar que liberta, encaminha e nos permite ensinar e aprender.

"Para nós, um amor (materno, fraterno ou romântico) não é algo que enxergamos como mera responsabilidade[...] É algo que dá sentido à nossa existência. Talvez a ÚNICA coisa que dê sentido à nossa existência..."

Que esse ano de 2012 seja, por início, um ano único...
Um ano cheio de FASCÍNIO e RENOVAÇÃO.
Um Feliz 2012!


*Trechos retirados livro "Dragões de Éter - Círculos de Chuva"

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Querido Papai Noel,

Antes de qualquer coisa, gostaria de te desejar um FELIZ NATAL. Será que as pessoas lembram de te desejar isso? Num sei. Eu acho que não. Por vezes, nos esquecemos de agradecer as pessoas. É comum pedimos mais do que agradecemos, infelizmente. E, por diversas vezes, não percebemos quantas coisas dignas de agradecimento nos acontecem. E por isso lhe mando essa carta...

Mando essa como forma de agradecimento por, em tempos tão conturbados, termos uma figura que consegue ao menos aquecer o coração de nossos pequenos. Muitos são contra contar histórias sobre o senhor, Papai Noel, para as crianças. Mas eu acredito que isso faz parte da infância, do crer, do sonhar... é você que ajuda a ampliar a criatividade... é você que ensina o que é “acreditar” para seres tão pequenos. E se alguma criança me perguntar: “Papai Noel existe”? Eu direi com toda a convicção: "Mas é claro que existe! Você ainda não o viu na rua? Você não consegue senti-lo no seu coração"? E ai não há como qualquer um negar isso. É como disse nosso querido Dumbledore: "Claro que está acontecendo em sua menteHarry, mas por que isso significa que não é real..."

Tenho você, então, como símbolo de agradecimento daqueles que se doam. Agradeço àqueles que se doam todos os dias e muitas vezes se sentem esquecidos. Agradeço àqueles que se preocupam com o próximo, às vezes até se anulando. E, por isso, espero que sempre tenha alguém para cuidar de você. Mas, caso alguém seja esquecido, eu já adianto: Obrigado. Obrigado por ainda fazer a diferença, obrigado por ser alguém tão iluminado como é, obrigado por ser o símbolo de uma crença. Mas, por vezes, permita que cuidem de você. E essa dica eu também aceito para mim.

Por fim, venho nessa carta, também deixar um pedido. Mas não para o Papai Noel, mas para você que lê essa carta:

Nesse natal, lembre-se de crer. Perceba os motivos para continuar as batalhas do dia a dia. Mantenha o espírito infantil dentro de seu coração. E permita-se se religar àqueles que ama e àquilo que é REALMENTE importante: 

"Só existem quatro perguntas que realmente valem a pena no mundo:
O que realmente é sagrado?
Do que somos feitos?
Pelo que vale a pena morrer?
Pelo que vale a pena viver?
E todas elas possuem a mesma resposta... AMOR"

*Trecho do filme Don Juan DeMarco

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Metáfora da Luz

Era uma vez um estranho lugar chamado de Vila da Sombra. Nesse local, o sol nunca raiava e todo conhecimento se dava através da experiência. Não era possível enxergar um palmo a frente e todos precisavam andar com cautela e descobrir o que estava a sua volta.

Havia ali uma lenda que em algum lugar do mundo, alguns haviam descoberto o segredo da luz que revelaria o mundo ao redor. Ninguém sabia onde era, nem como chegava, nem se sabia como sair daquela Vila, além do medo de fazê-lo.

Porém um dia, alguns se juntaram e decidiram buscar tal luz. No início, todos se mantiveram juntos, mas, depois de saírem da Vila da Sombra, ficou impossível assim permanecer. E, assim, cada um foi para um lugar diferente, sem saber que cada um descobriria uma mágica, diferente.

Meses depois, na mesma vila, uma família estava andando em busca de alimento para alma, quando uma forte luz se formou, primeiro incomodando seus olhos e depois os maravilhando. E, através da luz, viram uma jovem mulher que acabaria, em determinado momento, se tornando a sacerdotisa da casa. E assim foi.

Mas com o tempo, outros retornaram da viagem com suas luzes e outros aprenderam a usar essa magia também. Porém, às vezes, alguns são dominados pelo conhecimento. A sacerdotisa, então, ao passear pela tribo toda iluminada, se assustava com a madeira “errada” ou o “jeito brusco” que alguns produziam a luz.

Entretanto, a sacerdotisa não percebia que a luz ia além do rito e, mesmo em meio à luz, ela não conseguia ver alguns seguidores se perdendo. Não via sua luz cada vez mais fraca. Sua visão se tornava turva. E assim foi até que tudo aos olhos da jovem senhora se apagou.

Ela produzia luz, mas isso não a fazia enxergar. O medo começou a dominar. O desespero a encontrou. Mas, no meio disso, ela encontrou aquilo que faltava, pois a energia suprema sabia que ela tinha muito a oferecer. Eles sabiam que ela havia apenas se perdido. Então, mandaram um velho sábio cruzar seu caminho:

“Minha jovem senhora, por qual motivo choras? Porque se desesperas?”

“Quem és? Não posso ver... e isso me desesperas. Sei produzo luz, mas ainda assim tudo que vejo és escuridão.”

“Mas fostes vós que escolhestes isso, minha querida...”

“Eu? Jamais! Quem em sua lucidez escolherias escuridão em meio à luz?”

“Vós, minha filha. Vós optastes por isso no momento que olhastes a luz de outras casas e só enxergastes o que acreditava ser ‘errado’. Vós escolhestes olhar a madeira e o rito ao invés da intenção e da luz”.

Ao falar isso, o senhor continuou seu caminho e deixou a jovem senhora chorando e pensando sobre o que havia feito e sobre o que podia aprender. Enquanto isso, uma forte chuva começou a cair e ela sentiu sua luz apagar por inteiro, pois já havia visto um dia o poder da água. Foi quando ouviu: “Filha, abra seus olhos”. E ao abri-los, a jovem sacerdotisa viu tudo que estava ao seu redor e além. Ela descobriu uma luz muito mais intensa que aquela que produzia, ela viu a luz produzida por Deus. Pois, agora, ela percebia a força por trás do rito. A força da intenção. A força Divina. E nesse momento, seu conhecimento se transformou em sabedoria, pois ela abandonou sua arrogância.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Qual Fotografia Você Quer Ver Hoje?

É foto chocante para um lado. Palavras de solidariedade para o outro. É foto de animal maltratado. Tem foto de criança abandonada. Tem foto de gente pedindo esmola. E um monte de atrocidades retratadas em fotos, vídeos e etc... mas eu te pergunto: tem alguém ajudando?

Eu não ligaria de ver uma foto chocante. Se eu soubesse que a pessoa que está mostrando faz também sua parte. “Ah, mas divulgar também ajuda”! Ajuda, tanto quanto ver a pessoa pedindo esmola, olhar e pensar... que mundo cruel, que vida injusta.

Só mostrar não ajuda. Só olhar não adianta.

Outro dia, passando de ônibus por uma avenida, me choquei, ao perceber que havia um cara em uma cadeira de rodas parado no meio de outra avenida bastante movimentada. Diversos carros estavam de ambos os lados e os motoristas nem sequer abriram os vidros. Não sei se era um protesto, se era alguém pedindo ajuda, ou se apenas PRECISAVA de uma ajuda. Mas, ainda tem o pior: Eu entrei em choque. Com pensamentos mil, situações em jogo e tudo mais, eu não consegui decidir se descia do ônibus para tentar fazer minha parte, ou se seguia meu caminho. Depois, me senti fracassado em minha missão.

O que me parece, é que nos habituamos a assistir tudo pela TV e pela Internet e deixamos de participar da vida real. Não que devamos, ou possamos, vestir a roupa de super herói e sair por ai salvando Deus e o mundo. Mas perdão, colocar uma foto trágica no seu facebook não irá “provar que você defende os problemas sociais do nosso planeta”. Essa prova você dá quando busca fazer algo de diferente por esse ou aquele grupo, seja ofertando dinheiro, comida, roupas, ou – principalmente – ofertando parte do seu tempo.

Mas não pense que eu sou o senhor da razão. Eu não sou perfeito em minha busca, a situação acima citada comprova isso. O que eu quero é convidar você, que está lendo esse texto e está com seu FB aberto, a refletir também comigo sobre esse assunto.

Vamos deixar de assistir tragédia em foto.

Vamos mudar a fotografia!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Gato Bebe Leite, Rato Come Queijo...

Esse fim de semana, eu fui levado a assistir o filme "O Palhaço" de Selton Melo. Utilizo "fui levado", pois estava completamente cego em relação ao filme sem, nem ao menos, ter assistido ao trailer. Mas posso dizer, que obtive um grande presente. Presente, pois o filme nos oferece reflexão após reflexão. Reflexões das mais simples até as mais complexas. Complexas como a essência, simples como sua profissão. Quer dizer, tudo depende da sua complexidade e sua simplicidade. E tudo isso com a leveza e a beleza que só um circo nos poderia trazer.

Terminei depressivo, é lógico... rsrs. Pois, tudo aquilo que toca na nossa realidade nos faz pensar e repensar sobre a nossa própria vida. Mas, não me entenda errado. Minha vida não é depressiva, ela é muito boa. Mas, sempre tem algo para buscar - graças a Deus. Se não tivesse, qual seria a graça? O único problema é que essa minha busca me persegue faz um tempo, afinal de contas, "O gato bebe leite. O rato come queijo. E eu toco meu trabalho..." Foi nessa que eu fui pego. E essa frase resume a busca daquele palhaço por IDENTIDADE.

E sem Identidade, ele se pergunta logo no início do filme, ao segurar sua certidão de nascimento, "para que lhe servia aquilo?" Para que nascer se você não tem identidade, se não sabe o que quer, se não consegue se reconhecer? E a necessidade da Identidade o persegue pelo filme. E o ventilador, é claro. O ventilador como símbolo do sonho inatingível, longínquo e externo. O símbolo do desejo que está lá fora, enquanto ele está preso. O símbolo de liberdade. Liberdade de uma prisão criada por ele. Um ele que, embora fizesse os outros rirem, se considerava sem graça. E se ele fazia "os outros rirem, quem vai me fazer rir?" E com essas indagações, ele vai atrás de seu sonho. Atrás de sua Identidade. Do seu ventilador. Da vida que, segundo sua crença, estava fora de seu controle. Em figuras externas. Objetos de desejo. Locais. Pessoas...

Porém, ao sair e buscar, ele prova, vê, escuta e, ao entrar em contato com o resto, se redescobre. E no meio de uma loja de ventiladores, ele percebe que aquilo não o preenchia. No meio do seu “reino encantado”, ele continuava sem graça. E retorna. Com o símbolo embaixo do braço, para o mundo ao qual ele pertencia. Por fim, "O gato bebe leite. O rato come queijo. E eu... eu sou palhaço!"

Afinal, onde está nossa felicidade senão em nós mesmos? Onde buscar nossa essência senão dentro de nosso coração? Podemos ter símbolos, objetos de desejos, objetivos a alcançar, mas jamais estaremos completos com aquilo que está fora de nós somente. É preciso correr atrás de seus sonhos, buscar seus objetivos e descobrir suas necessidades. Mas, ao mesmo tempo, é importante sempre lembrar que seu reino encantado é o mundo onde vive, seu templo é seu corpo, sua essência está em sua mente e sua felicidade dentro de você... o externo é seu bem, mas o interno é seu bem MAIOR.

Seguimos, então, nossa busca e eu sigo a que mais me persegue... responder profissionalmente: "O gato bebe leite. O rato come queijo. E você?"

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Eu + Tu = Nós... PERCEPÇÃO

O assunto de hoje será sobre percepção. Percepção da existência do outro. Reconhecimento da humanidade e das diversas necessidades. Altruísmo, algumas vezes. Mas o simples respeito, em grande parte delas. 

E inicio esse assunto com um exemplo bem simples. Parece que, cada dia mais, nós recebemos mais trombadas dos outros quando andamos nas ruas, concordam? Pois é... parece que não somos vistos. Alguns até dirão: "nós somos sim, as pessoas que não ligam". Talvez. Acredito é que, algumas vezes, as pessoas realmente nos vêem, mas não nos enxergam. Passamos a acreditar que nossa vida é mais importante que as outras.

Por isso, há algum tempo vinha querendo escrever sobre o assunto. O objetivo: fazer com que cada leitor possa refletir sobre a importância de perceber o outro e se está fazendo isso. Já escrevi sobre tempo, sobre relacionamento, sobre ambiente. E agora, sobre aquele que senta ao seu lado, todos os dias. Inicialmente, muitos podem chamar de utopia. Mas o que venho propor é bem simples. Não desejo escravos da vontade alheia, psicólogos integrais, monges ou madres. Não é necessário concordar com tudo que fazem ou ser amigo de todos. O ponto aqui é RECONHECER.

Reconhecer que sempre podemos fazer o que está ao nosso alcance. Reconhecer que cada um tem necessidades e que essas podem ser diferentes das nossas. Reconhecer o que o outro fala e se respeitamos o outro ao falar. Reconhecer que não estamos sozinhos no mundo, que não somos tão auto-suficientes quanto pensamos, mas que também não somos o alvo de todas as ações do mundo. Reconhecer que sempre podemos fazer nossa parte, mesmo quando alguns não fazem as deles.

Eu sei que corremos. Eu sei que nos estressamos. Mas, ao mesmo tempo, acredito que sempre podemos melhorar ao invés de simplesmente fecharmos olhos e ouvidos pelas dificuldades do dia a dia. Reconhecer o outro dá trabalho hoje pois, infelizmente, temos que olhar por muitos enquanto poucos cuidam de nós. Porém, se cada um fizesse sua parte, se soubéssemos nos enxergar e reconhecer, se cuidássemos e fossemos cuidados, seria bem mais simples e menos cansativos. E quando, ainda assim, caíssemos, teríamos amigos e a fé. 

Sei que não sou perfeito. Sei que o mundo jamais o será. Sei que as pessoas também não. Mas creio também que todo ser humano tem capacidades além das imaginadas. Sei que temos a capacidade de aprender, reconhecer erros e melhorar pois, se não tivéssemos a capacidade de perceber e aprender com o outro, o Criador jamais teria criado um casal, muito menos teria dado o dom da reprodução aos seres.

Por fim, lembrem-se do número de vezes que tudo que você precisava era de alguém que te desse um "bom dia" de coração. Com isso em mente, perceba os outros ao seu redor amanhã e distribua o mesmo "bom dia" que gostaria de receber. Nunca se sabe, quando passará um alguém que esteja precisando dessa energia tanto quanto você!

Abraços e boa reflexão...

domingo, 25 de setembro de 2011

Bullying - Ressaltar o amor ou a raiva?

Quando comecei a escrever esse tópico, pensei que seria o menor de todos. Surpreendi-me.  Nessa semana, me questionei sobre uma questão e, ao não obter uma resposta clara, decidi compartilhar minha dúvida com vocês: Anos atrás nós não sabíamos que matavam por Bullying ou agora, por conhecerem o nome, as pessoas matam mais por esse motivo?

Acontece que o Bullying - tão comentado hoje em dia - sempre foi realidade nas nossas vidas. Muitos já sofremos, compartilhamos ou, até mesmo, o realizamos. Porém, não sei se perceberam - ou concordam comigo - mas, desde que começaram a divulgar essa história de Bullying, ao invés de controlarmos esse comportamento, acabamos por iniciar uma onda violenta de reação a ele.

Não sei se é pela mídia prestar mais atenção hoje e divulgar melhor o que acontece ou, se pela noção do foco atual nessa questão, as pessoas decidiram “lutar” pelo seu direito. 

Infelizmente, o que temos é o triste quadro de ver que as pessoas não estão aprendendo a respeitar melhor o outro. Por outro lado, aqueles que se sentiam inferiorizados decidiram calar a boca dos agressores... seja por meio de novos insultos, seja através de socos, chutes, pontapés, tiros. É triste ver que a violência é cada vez mais presente e se inicia cada vez mais cedo. É triste chegar em casa e descobrir que uma criança de 10 anos é capaz de atirar em sua professora e se suicidar. Uma criança de 10 anos se suicidar?

Será que estamos indo pelo caminho certo? Acho que, nos últimos anos, nos preocupamos demais em nomear processos, leis, transtornos e preconceitos e de menos na nossa sensibilização humana. Parece que, cada dia mais, nós ressaltamos o que é errado e deixamos de reforçar os nossos laços.

Conseguimos com a tecnologia, desvendamos doenças e suas curas, mas não vemos os doentes. Encontramos números grandiosos em estatísticas, mas não aqueles que representam o número. Definimos demais os erros. Definimos de menos nosso caráter. Buscamos ensinar física, mas não ensinamos os princípios da intenção. Apresentamos fórmulas químicas mas não como formular projetos. Resolvemos problemas matemáticos, mas não sabemos resolver problemas de relacionamentos. Conjugamos verbos sem que saibamos nos comunicar. Pintamos desenhos com várias cores, mas nos esquecemos de colorir nossas vidas. Contamos a história do Brasil e ignoramos a história de quem senta ao nosso lado. Descobrimos quais são os limites geográficos, mas não respeitamos os limites alheios. Aprendemos o que é o coração, mas não lembramos de usá-lo ao reconhecer no outro um ser humano ao invés de um ser qualquer. 

É chegado o momento de deixar de lado campanhas contra o preconceito e incentivar campanhas a favor da igualdade. Excluir o discurso contra as armas e ampliar o discurso de amor à vida. Deixar de lado as diferenças. Assumir as igualdades. Parar de ensinar lógica para as crianças e ensinar valores através das palavras e do exemplo. Acho que chegou a hora de pararmos de ensinar o que é bullying e passarmos a ensinar o que é respeito.


Busque ressaltar a importância do amor, assim não será necessário buscar o fim da violência!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Perca-se por um Momento...

"Lose yourself for a moment" e após alguns dias buscando alguma inspiração para escrever, me recordei dessa frase que me acompanhou pelos meses que morei nos EUA e pensei: por que não?! Será que as pessoas conseguem perceber a importância dessa frase? Simples, curta, REAL.

"Mas perder-se? Eu quero é me encontrar"! Você pode agora estar pensando. Mas grande parte dos problemas da nossa vida está ai. Buscamos demais. Nos libertamos de menos. Tentamos muito. Somos pouco. Esquecemos que muitas vezes o importante é o "deixar ser" ao invés do "buscar ser". Mas não me entenda errado. Não estou te dizendo que devemos cruzar os braços e deixar a vida nos encaminhar para nosso destino. Estou dizendo que algumas vezes, é necessário se perder para encontrar o SEU caminho.

Isso também muito se relaciona com a famosa busca pela felicidade. Aquele objetivo que todos estão atrás e poucos vivenciam. Só que o grande segredo está ai: A felicidade não é um destino, ela não é um local, não é algo a ser encontrado. A FELICIDADE é o CAMINHO. A felicidade deve ser vivida e não buscada. E, na maior parte das vezes, só descobrimos isso quando deixamos de buscar por ela e decidimos olhar um pouco ao nosso redor. 

Vemos um caminho diferente. Vemos uma flor jamais percebida. Sentimos um vento há muito esquecido. Saboreamos frutos que já não comíamos, na ideia que a flor mais bela e o fruto mais saboroso estavam em determinado ponto do percurso, naquele lugar mais difícil de ser encontrado, quando - na verdade - estavam em todo o percurso. É por isso que sempre adorei essa frase. Ela te permite ser você, por um momento, sem pensar no que é regra, no que é esperado.

Perca-se por um momento. Permita que seu corpo vivencie o que está ao seu redor. Libere sua imaginação à locais jamais visitados. Sinta o prazer de descobrir novos caminhos e, então, busque se encontrar de uma nova forma. Perceba as buscas que lhe são possíveis, defina novamente qual é a SUA e descubra a felicidade que banha todo esse seu percurso, não apenas um local distante, mas também o aqui e o agora!

Lose yourself for a moment... and then find yourself brand new!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Com Grandes Poderes Vêm Grandes Responsabilidades

Esse foi um final de semana reflexivo e com idéias profundas emergindo das profundezas. Assuntos que eu jurava estarem resolvidos voltando à tona. Desculpas que por muito tempo usei caindo por água abaixo, ou seja, transformação acontecendo novamente. Tudo isso, logicamente, ligado aos últimos cursos que realizei. Cursos que retiraram o véu da ignorância (muitas vezes considerada uma benção) ao mesmo tempo em que ofereceram as ferramentas para resolver aquilo que vemos. Mas, até atingir a mudança, dói e pesa.

E, de repente a ficha caiu! "Não posso mais culpar o outro ou jogar a responsabilidade inteira para ele. Eu sou o responsável pelas minhas decisões e, logo, pelos meus sucessos e insucessos. Isso não acontece por culpa dele ou dela mas, simplesmente, por minha culpa. Mesmo quando o outro inicia o processo, eu tenho a opção de escolher como continuar ou encerrar o mesmo”. Sou eu quem escolhe. Eu que faço. Eu que quero. Eu sou quem sou e EU SOU O SENHOR DO MEU DESTINO.

Tic Tac Tic Tac Tic Tac e assim foram os minutos até eu tomar a decisão. Uma sucessão de "Tics" e "Tacs" acompanhados das batidas do meu coração e outros mil pensamentos. Ao mesmo tempo, sabendo o que devia fazer, buscando formas de escapar, pensando o quão bom seria superar e tomando CONSCIÊNCIA de que todos os meus anjos e demônios estão única e exclusivamente dentro da minha cabeça. E agora José, o que fazer?

O que EU fiz? O que VOCÊ faz? Opta por continuar na farsa? Decide mudar o paradigma? Corre atrás do tempo perdido? Ou se esconde atrás de novas inverdades? Resolve o que precisa? Liberta-se? Aprisiona-se? O que fazer? "Ah, mas nem tudo depende de mim". Eu pensei e você também pode pensar. “E o que depende, você está fazendo”? E foi nessa pergunta que eu cai e decidi. A mudança dá medo, pode ser dolorosa, exige sacrifícios, mas é extremamente necessária para que a roda continue a girar. Eu podia simplesmente ignorar e esquecer tudo o que aprendi. Ou podia usar as novas técnicas para atingir o que eu busquei em primeiro lugar: DESENVOLVIMENTO.

Por dois ou três dias senti o peso do "somente você é responsável por suas escolhas",  isso me assustou. No dia, tomei a decisão. Optei por fazer a minha parte. A situação ainda continua. Se, com minhas ações, ainda nada mudar, precisarei tomar outra decisão: continuar tentando ou virar a página. Mas a segunda opção não era válida naquele momento. O resultado da minha escolha foi um fim de dia leve e revigorante, com a certeza de que eu havia tomado a decisão certa, ou melhor, que eu não tinha simplesmente sido relapso com minha própria essência. Que eu havia dado mais UM PASSO A DIANTE...




sábado, 13 de agosto de 2011

Onde Está seu Sonho de Criança?


Todos os dias, vemos ao nosso redor pessoas estressadas, cansadas, desanimadas... Pessoas que deixaram de rir. Decidiram que a vida devia ser séria, que tinham responsabilidades para cuidar, assuntos a resolver. Que não podem se dar ao luxo de sonhar. E, dia após dia, se tornam mais tristes, menos completas e se sentem perdidas.

Quem foi que disse que você não pode sonhar? Quem falou que você tinha que crescer? Como você se permitiu esquecer o que de mais puro existia em você?

Nesses anos de experiência trabalhando em escola, em especial nos treinamento de kids, percebi que as pessoas têm dificuldades em trabalhar com as crianças não pelas crianças em si, mas por elas e seus pais terem se esquecido do ser criança. Infelizmente, em algum ponto de nossas vidas, buscamos esquecer nossa “infantilidade” e, mais tarde, também matamos isso nos nossos pequenos.

Vemos, cada semestre, menos crianças entrando nas salas e mais miniaturas de adultos estudando conosco. Com isso, temos crianças depressivas, estressadas, APÁTICAS... e isso é tão triste.

Nós sobrecarregamos crianças de 12 anos com atividades mil e seriedade extrema. Não buscamos incentivar a criatividade e a curiosidade. Já queremos passar diretamente para o “APRENDER O QUE É SER RESPONSÁVEL”. Que história é essa? Já ouvi inclusive um pai dizendo: “É bom que já descubra desde cedo que a vida não é fácil”! Que tal ensinar na sua escola, ou para o seu filho, o que é ser criança ao invés de enchê-los com suas expectativas e frustrações?

Onde está seu sonho de criança? Não permita que seu lado infantil morra. Quando foi a última vez que você brincou de esconde-esconde? Você lembra como se pula amarelinha? Pulou corda no último ano? Foi ao parque empinar pipas? Você lembra o que é BRINCAR de bola, e não jogar futebol? Que tal pentear sua boneca? Modelar massinha? Pintar desenhos? Ligar pontinhos? Ah, que delícia é ser inocente.

Que gostoso é brincar na rua, esquecer as regras, assistir um desenho... Lembra-se da última vez que assistiu Ursinhos Carinhosos? Cavalo de fogo? Cavaleiros do Zodíaco? Pokémon? Caverna do Dragão? Thundercats? O que você sentiu ao assistir O Rei Leão? A Pequena Sereia? A Família Adams? Quando foi a última vez que se sentiu criança?

Vamos comer arroz cor-de-rosa? Dip’n Lik? Beber Todinho, Yakut ou KiSuco? E que tal comer um guarda-chuva de chocolate? Trocar os cigarros do vício pelo Cigarro Pan? Trocar suas moedas de um real por moedas de chocolate? Que tal celebrar a vida pelo simples motivo de ser? Vamos trazer de volta a pureza ao nosso coração? Que tal brincar de faz de conta e esquecer por um momento que existe tanto problema lá fora?

Que tal lembrar-se dos seus sonhos de criança e sonhar como uma também?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cada Cabeça, Uma Sentença!


"Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro?" 


E essa foi a frase de inspiração para esse post. Quem já assistiu ao último filme do Harry Potter sabe do que estou falando. Quanto ao filme, eu gostei bastante. Não li os livros, portanto, não sou a pessoa mais qualificada para classificá-lo mas, como "cinespectador", eu indico. Vamos, então, ao que interessa... realidade!

Quando estava assistindo ao filme, eu ri ao ouvir essa frase. Ri pois, por muitas vezes, nós nos perguntamos se algumas coisas que vemos, ouvimos e sentimos são coisas de nossa cabeça, ou se são realidade. Mas o que é a realidade senão um reflexo daquilo que está aqui dentro? Ai dentro? Dentro de nossa própria mente... esteja essa consciente ou inconsciente.

O papai-noel te é verdade, até que você deixa de acreditar... na sua cabeça. Se você coloca na sua cabeça que tomar sorvete no frio dá dor de garganta, tenta tomar um pouco agora e me diga daqui meia hora como está sua garganta. Ou deveria eu perguntar como vai sua cabeça? Alguém que acredita fielmente que atingirá o sucesso, geralmente atingirá... pois o sucesso já fazia parte dele e assim se faz realidade. E a tão misteriosa INTUIÇÃO? Onde estaria ela senão em nossa cabeça? E quantas vezes essa te salvou de enrascadas? Será que por estar somente em sua cabeça seria ela menos real? Duvido! Diria, inclusive, que isso a torna mais real ainda!

E o que dizer das últimas técnicas que aprendi? Eu digo... todas acontecem em nossas cabeças. Filmes de fobias, discussões entre diferentes partes de um mesmo eu, uma conversa consciente com o inconsciente e tudo isso dentro de alguma cabeça. E os resultados? Bom, os resultados são mais do que reais. São sonhos com aranhas que nunca mais acontecem, são unhas não mais ruídas e projetos reformulados. 

A verdade é que muitas vezes precisamos acreditar que tem algo além de nós que está soprando em nosso ouvido, alguém que nos está guiando, ou controlando nossos pensamentos, pois não podemos crer que nós somos tão capazes e, principalmente, responsáveis. Precisamos ter alguém a quem culpar caso dê errado. Mas, no fim, a decisão só cabe a nossa... CABEÇA! 

E ai está escancarado, por um filme infanto-juvenil, o tão famoso SEGREDO... o que acontece em sua cabeça tem grandes chances de ser real. 

Portanto, entre dor ou saúde, ódio ou amor, tristeza ou alegria, pesadelos ou sonhos, fracasso ou sucesso, escolha sempre a segunda opção... não permita que a realidade de sua cabeça seja a causa da sua perdição. Encontre-se e saiba que a realidade é maravilhosa, quando você consegue visualizá-la como tal.

Pense nisso e, então, repense sua REALIDADE!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Em pé sobre um prego

Nada melhor que um curso/seminário para nos fazer repensar alguns pontos e para nos dar criatividade para escrever. Esse fim de semana, recebi a iniciação no 1º nível de Reiki e tive o prazer de estar num ambiente cercado de pessoas maravilhosas e com mestres incríveis. E um dos pontos mais incríveis que fui levado a repensar foi a busca pelo EQUILÍBRIO.

Bom, é fato que muitas são as pessoas que buscam esse estado. Mas você já parou para pensar o que isso representa? O que é equilíbrio? Como você chega lá? Eu andava buscando esse estado, mas tinha uma imagem muito diferente desse antes do curso. A meu ver, eu teria equilíbrio a partir do momento que eu fosse só alegria, só amor, só saúde, enfim, que eu fosse tudo de bom. Engano meu e, me arrisco dizer, engano nosso!

Estaria eu equilibrado sendo só bondade? Todo sentimento tem seu contraposto, e cada qual está no seu lado da balança. Esses contrapostos são a tristeza, o ódio, a doença, enfim, um monte de coisas que consideramos inaceitáveis. “Espera! Você quer dizer que eu devo buscar esses sentimentos”? Pode ser sua pergunta nesse momento... Não! Mas fui relembrado que todos os extremos são prejudiciais.

“Então, o que você quer dizer”? Tudo que quero TRAZER de reflexão é que, ao trabalhar somente um dos lados da balança, não se atinge o equilíbrio. O equilíbrio existe no saber dosar esses sentimentos, essas energias, essas potências – potências, pois, ambos os lados da balança geram movimento. Estar em equilíbrio nada mais é do que encontrar o ponto entre tristeza e alegria, amor e ódio, riqueza e pobreza. É encontrar o nada e, como foi dito, “no meio desse nada, descobrir o tudo”!

O meu despertar foi que, na busca pelo equilíbrio, deveríamos esquecer a idéia de extremamente bondosos, ou excepcionalmente gentis, ou incondicionalmente amorosos. Deveríamos buscar o “ser nada” e, conforme as situações forem acontecendo, do centro de nossa balança, deveríamos ponderar e perceber o quanto de cada energia deve estar presente na balança para que ela não tombe somente para um lado.

Portanto, não se cobre demais tentando chegar a um dos extremos. Busque o real equilíbrio. Não tente ser perfeito, pois esse também faz parte dos estados contrapostos. Busque ser o nada e, então, será tudo.

sábado, 16 de julho de 2011

Inseparável

Nas últimas semanas – não somente eu, mas algumas pessoas – sofremos um processo de revisão de forças. Acontece que recebemos algumas notícias que estavam diretamente conectadas às nossas crenças fortalecedoras e essa notícia balançou muitas delas pois não esperávamos tal acontecimento.

Num primeiro momento eu me permiti sentir isso, afinal, todos os sentimentos nos são importantes em algum ponto e, com esse, não poderia ser diferente. Mas eu já havia aprendido uma lição, que me foi muito importante para esse momento: algumas situações não estão em meu controle, portanto, tudo o que posso fazer é lidar com aquilo que está.

O motivo desse texto, em especial, é tentar dar um pouquinho mais de oxigênio à chama interior dessas pessoas tão especiais. E essas pessoas não são especiais por terem participado de processo X ou Y em algum momento da vida. Elas são especiais porque elas se permitiram – um dia – descobrir, experimentar e buscar o algo a mais dentro delas. Vocês são especiais, pois VOCÊS SÃO!

Durante toda a nossa vida, passamos por situações, conversas, terapias e relacionamentos que nos trazem – em algum ponto – PRESENTES. O que acontece é que, aqueles presentes que vem em forma de textos ou objetos podem ser facilmente esquecidos, jogados fora e – até mesmo – roubados. Porém, fora esses, existem presentes que vão além. É a mensagem essencial do texto, é o significado do objeto, são os presentes que desde o início não são relacionados ao físico, mas ao conhecimento e ao emocional. Esse tipo de presente citado não pode ser tirado de você, muito menos roubado.

Não permita que o externo te roube energia. Permita-se, por outro lado, doar essa e, assim, receber em troca a força que também precisa. Tenha consciência de quem você é, e saiba que essa essência não te pode ser roubada. Essa essência está dentro de você de uma maneira muito mais íntima para que possa ser sugada de você. Ela pode ficar balançada em determinados momentos. O frasco dela pode emperrar a tampa. Mas, jamais, alguém poderá tirar ela de você.

O que você ganhou das pessoas psico e emocionalmente será seu pelo tempo que você crer que lhe convém. Só o que você precisa manter em mente é que esse presente – a partir do momento que lhe foi passado – não é de mais ninguém. Esse presente é seu. Lógico que, isso não excluirá os sentimentos que vem através do distanciamento, da perda ou etc. Mas diminuirá os efeitos desses e te dará a energia necessária para lidar com essas situações.

Por fim, gostaria de dizer mais uma vez que VOCÊ É e EU SOU e NÓS SOMOS. Toda mudança traz um incomodo inicial e um novo aprendizado por fim. Algumas vezes, só nos resta esperar e, enquanto isso, fazemos a nossa parte. Esse texto não serve só para a situação citada no início do texto. É só um grupo em especial. Ele serve para a vida. Abraço coração a coração para todos vocês, pessoas especiais para o meu crescimento.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Essencial


Faz muito tempo que penso nesse texto, mas não sabia como escrevê-lo. A verdade é que ainda não sei, mas, sinto que é chegada a hora. Faço-o por muitos amigos, amigas, amor, família e equipes... E ele é, como li em um texto de uma amiga, minha essência e o que há de mais especial em mim. Tenho uma grande amiga que quando ler esse texto saberá que ela sempre está comigo. 

Encontrar a missão, descobrir quem sou, respeitar opiniões, assumir-se... tantas são as frases pregadas, os objetivos buscados e verdades procuradas.... e a mais simples verdade sempre esteve à minha frente, mas pouco compartilhei.

Mas afinal, qual é a minha essência? Eu poderia dizer que sou guiado pelo amor, pela procura da felicidade, e muitas outras coisas. Poderia buscar palavras complexas ou de impacto. Mas a verdade é que eu sempre fui e serei movido por um sentimento: ESPERANÇA. 

Perdão aos mapas pessimistas,  revoltados e decepcionados (e eu também muitas vezes sinto tudo isso) mas, eu acredito SIM, que há muita coisa boa no mundo. O dia que eu tiver que perder a esperança no outro, eu deixarei de existir, pois não é possível viver sem sua essência. Eu jamais me permitirei ser um frasco vazio.

E conhecendo minha essência, eu reconheço minha missão... e a minha missão é manter a minha chama e a chama do outro acesa. I am a White Lighter. Muitas vezes disse isso e, hoje, vi da forma mais simples possível e é incrível como meu coração queimou de forma intensa e meus olhos seguram lágrimas que querem sair.

Olhe nesse momento pra dentro de si e me responda: Não há nada de bom à sua volta? Não viu um sorriso honesto hoje? Um vento de liberdade no rosto? Um raio de sol que aqueceu sua pele? Um bom dia mais caloroso? Uma lembrança de algo mágico? Um alguém que te faz sentir amado? Um desejo de conquistar? O famoso sonhar acordado? Um sonho já realizado? Um beijo que te foi roubado? Uma música que te foi ofertada? Um amigo que te faz sentir-se lembrado? Um objetivo que foi alcançado? Um dia que lhe marcou a vida? Uma palavra que soou em seu ouvido e marcou seu coração de forma que jamais será esquecida? Eu tenho certeza que, ao menos, uma resposta foi afirmativa. E enquanto uma dessas for afirmativa, há uma chama a ser mantida.

Não permita que te roubem a esperança. Não deixe que te apaguem a lembrança. Saiba que sempre tem algo pelo que lutar. Saiba que sempre tem alguém para te acompanhar. Perceba aquilo que realmente vale a pena. Exclua o que te impede de seguir. Agarre-se àquilo que te faz vibrar. Ouça a voz do seu coração. Ignore os fatos que te atordoam. Lute pelo que acredita ser certo e, se algum momento perceber que não vale a pena lutar, encontre uma nova batalha por algo/alguém que realmente valha. Procure sorrir ao menos uma vez ao dia. E então busque rir duas, três, quatro. Sorria no trabalho, na sala, na rua ou em seu quarto. E então sorria seja do que for. E jamais esqueça de buscar sua essência. E com ela encontrará o mundo. E à partir dela você verá o que é real e o resto você simplesmente não verá...

"A ESPERANÇA É A ÚNICA ABELHA QUE FAZ MEL SEM FLORES", ou seja, Esperança é o único sentimento que não precisa de fatos, coisas ou atos para existir... ela simplesmente está ai. Recebam minha luz, meu amor e minha ESSÊNCIA!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Termômetro versus Temperatura

O título desse texto faz referência à citação de um livro que li do professor Píer. Essa citação dizia que “O termômetro se tornou mais importante que a temperatura”. Em seu livro, essa frase estava contextualizada na educação, onde nota se tornou mais importante que aprender; certificado mais importante que conhecimento. Porém, acredito que essa afirmação é realidade em muitas outras áreas.

Em empresas, por exemplo, é fácil ver falsos líderes que simplesmente buscam números e, ao buscarem números, subtraem a importância da qualidade no serviço. Com isso, esquecem, inclusive, da própria qualidade de vida e dos que trabalham POR eles.

Não me entendam mal, acredito na importância das metas, mas não concordo na crença de que números devam reger empresas e em avaliações que não consideram o valor qualitativo de pessoas e dos próprios números. É necessário atentar-se para a temperatura das instituições, termômetros podem quebrar e números podem ser forjados.

Por isso, fico feliz quando percebo que algumas pessoas já estão acordando para alguns fatores que fazem a diferença. Uma mudança significativa de valores não ocorrerá logo, mas o “start” já foi iniciado. Alguns seres humanos especiais já mudaram o foco e iniciaram um movimento silencioso que busca o desenvolvimento e qualidade de vida. É só notar o crescimento de espaços de terapias holísticas e a constante afirmação da importância do foco no outro que alguns estudiosos defendem. Esses fatores não podem ser medidos, são pontos que devem ser sentidos.

É por essa e muitas razões que eu digo que não quero ver quantos graus está aqui dentro ou lá fora. Afinal quantos graus para você é frio? Quanto é necessário para fazer calor? Não sabemos! A temperatura é relativa a quem sente. Por isso, eu quero sentir a temperatura, ver o sol ou a neblina, ouvir o vento passando por mim. Não permitirei que números sejam mais importantes que pessoas e nomes mais importantes que Essências. Não deixarei que meu tempo se resuma em horas e, por fim, não tolerarei que ninguém me faça crer que quantidade é mais importante que qualidade.

            Que tal sentir um pouco o mundo e deixar de vê-lo por fotos?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ir Além...

Conta uma velha história, que um jovem estava um dia caminhando por entre as árvores de uma bela floresta. Essa floresta guardava em si todos os segredos do mundo e esse jovem havia iniciado esse percurso com apenas um desejo: tornar-se o mais sábio entre os sábios, ao conhecer todos os segredos do mundo. Como dádiva àqueles que ali entravam o dom da imortalidade lhes era dado. E assim ocorreu com ele. Porém, esse dom só duraria enquanto ele lembra-se da existência de um bem maior. E acontecia mais ou menos assim:

Todos os dias, conforme ele se andava, ele podia ver e ouvir os sons da floresta. Ao cair da noite, ele se deitava em um lugar qualquer e entre sonhos e pesadelos adquiria CONHECIMENTO. E quanto mais ele sentia que conhecia e aprendia os segredos do mundo, mais além ele desejava ir. Um dia, porém, algo diferente aconteceu e um ancião de cabelos bem grisalhos passou por ele e fez uma ou duas perguntas sobre uma das ciências do mundo e o jovem acertou. E então o homem perguntou, “você quer ouvir uma história”? Mas, “não tinha tempo a perder com histórias de um velho” pensou e ignorou o velho para poder adquirir mais conhecimento. E isso se repetiu um, dois, três, vários dias. A cada pergunta que acertava, pensava: “chegará o dia que não haverá homem mais sábio que eu. Talvez, nem deuses”!

Mas algo mudava com o tempo naquela floresta, o jovem começou a perceber buracos no seu caminho. Então, quando cruzou com o velho uma próxima vez, antes que o fizesse qualquer pergunta, o jovem o interrompeu e disse: “senhor, sabe me dizer o que está gerando esses buracos”? E a resposta do ancião foi: “você quer ouvir uma história”? E conjurando-o como um velho gagá, seguiu seu caminho. E desse dia em diante o “velho gagá” não mais apareceu.

Porém, dia após dia, os buracos aumentavam de tamanho, número e profundidade. Mas algo também mudava a cada acordar e, por não haver espelhos, ele não percebia. Seu corpo começava a envelhecer. Mas ele começava a perceber o cansaço, a visão embaçada e as dores até o dia que, ao sentir dificuldades de respirar, num ato de desespero, pôs as mãos em seu pescoço e sentiu sua pele flácida. E olhando para suas mãos viu sua pele enrugada.

Então, olhou para frente e, no lugar da estrada que estava caminhando, viu um imenso um lago. E ao ver aquela água toda, percebeu que tinha sede e correu em direção ao lago. Ao se aproximar, levou o susto: viu no reflexo das águas, o velho que há tanto tempo não cruzava mais seu caminho.

“O que isso significa”? Perguntou-se o jovem, agora velho. E ao fechar os olhos, deixando uma lágrima cair no lago, ouviu no som do encontro da água doce da chuva com a gota salgada de seu corpo, a voz do ancião em sua cabeça dizendo:

Desde o dia que entramos para buscar conhecimento, você se esqueceu que além das ciências, você precisava aprender o que estava além. Tentei te mostrar que o caminho do conhecimento muitas vezes está em ouvir, mas você só queria mostrar o que sabia e deixava de aprender com o outro. Não se deve desejar estar acima dos outros, muito menos acima dos deuses,o mais importante é ser HUMANO e buscar fazer parte na busca pela EVOLUÇÃO. A cada passo que dava em busca da ciência e para longe da alma, seu mundo ruía e seu corpo junto. Pois o mundo que vê aqui fora é um reflexo do que existe ai dentro. A história que eu ia te contar simplesmente dizia: conheça-te a ti mesmo e encontrarás sua autotranscendência, e nesse momento enxergarás melhor o outro, o seu mundo e poderá, dessa forma, realmente ir ALÉM.

Nesse momento o silêncio se fez e ao abrir os olhos se deparou com um límpido lago e o reflexo de um jovem. Ao tomar o caminho contrário, lançou em cada buraco uma semente e começou a mudar seu mundo, sua mente e buscar a sua VERDADE e o seu CAMINHO.

Texto em homenagem à todos Os Peregrinos!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

HOMO...SAPIENS

Nos últimos tempos, uma questão esteve em alta no meio de nosso conturbado mundo: Homossexualidade. Frente às tentativas de novas leis, aprovação de casamento de casais homo afetivos e inclusão do tema em livros didáticos, protestos levam pessoas a dividirem opiniões diversas.  Algumas pessoas são contra, outras defendem e algumas não estão nem ai... é indiferente!

Pois bem, acredito que a melhor opção é a da indiferença. Não deveria existir nenhum tipo de lei, ou campanha, ou direito. Pessoas deveriam ser pessoas e ponto final! Mas, a triste verdade é que todos se acham no direito de julgar e colocar no outro as impressões de si e seus próprios valores. É ai que está a necessidade de leis, campanhas e etc... Pessoas preferem criar tabus ao invés de compartilhar amor pelo próximo.

É triste saber que as pessoas acreditam que uma lei que defende os direitos de homossexuais é um crime contra a família. Eu também faço parte de uma família. É decepcionante - não só nesse caso, mas muitos outros - perceber que alguns ditos religiosos preferem a exclusão de um grupo a assumirem fiéis apesar das diferenças. Afinal, na própria Bíblia está escrito que não cabe ao homem julgar, mas sim a Deus. Quem te deu o direito de se considerar Deus? Ninguém! Esse direito não existe. Portanto, sente-se no seu lugar e espere o SEU julgamento.

E mais uma vez digo: se nós lembrássemos realmente da importância e significado do “amor”, nada disso seria necessário. Não precisaríamos de leis de inclusão para deficientes, cotas para negros, leis de defesa às mulheres, direito do consumidor, da criança e adolescente, dos idosos, de SER HUMANO! Se soubéssemos realmente o valor de Deus e o significado de amor, não precisaríamos de nada disso.

Está na hora de deixar de lado diferenças e simplesmente viver a melhor vida possível. A batalha por tanta inclusão, no fim, só representa isso: a vontade individual de ser feliz, ao seu modo. Todos nós - independentemente de raça, crença, preferências e etc - só queremos viver com qualidade e sem medo. Você também quer isso. Portanto, respeite a lei divina e não veja diferenças, encontre as similaridades:


SEJAMOS TODOS HOMO... SAPIENS, E SÓ!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Escolha é Sua!

Uma grande amiga minha, veio um dia da faculdade, com a seguinte frase: “That’s your choice” ou, em português, “A escolha é sua”.

Acontece que aquela frase que veio de uma das teorias estudadas no seu curso de psicologia é uma das grandes, e constantemente ignoradas, verdades da humanidade. A maior parte da sua vida é uma escolha sua. Como assim? Bom, dormir e acordar não é uma escolha. Você precisa dormir e eventualmente irá acordar; mas você pode escolher que horas dormir. Sim, PODE sim. Alguns podem dizer, “mas eu tenho que dormir às 2 da manhã por causa dos trabalhos da faculdade”. Mentira. Isso não é sua obrigação/necessidade. É sua escolha. Você pode, por exemplo, escolher acordar às 4 da manhã para fazer o trabalho da faculdade. E, antes de mais nada, foi SUA ESCOLHA fazer uma faculdade.

O que acontece, é que cada dia, minutou ou segundo, ou seja, nossa vida inteira é formada por escolhas. Temos que escolher o que comer, se vestimos essa ou aquela blusa, se vamos àquele ou esse restaurante, se compramos isso ou aquilo, escolhemos o que estudar na faculdade, com o que trabalhar, qual carreira seguir, com quem andar e muitas outras coisas. Há quem diga, por exemplo, que antes de nascermos nós inclusive escolhemos em qual família nasceremos e quais carmas superaremos. E se alguém te disse o que deveria fazer, foi sua escolha também acatar essa decisão. É escolha atrás de escolha. 

Acordar não é sua escolha, é natural. Mas, é sua escolha sair da cama. É sua escolha celebrar um novo dia de vida ou reclamar por ter que sair para trabalhar novamente. É sua escolha levantar com o pé esquerdo, com o pé direito ou, por que não - para os mais criativos, levantar com as mãos, ao invés dos pés. Ou com os dois juntos. Ou dando estrelhinha, cambalhota, plantando bananeira. A felicidade é, portanto, nossa escolha também. Não que seja fácil, fazer as escolhas e chegar aos objetivos - claro! Inclusive, para mim, esse humilde ser humano que aqui vos fala.

Mas, é como diz Bruna surfistinha (jamais pensei que a citaria alguma vez na vida): “Se um dia eu sair dessa vida, eu quero sair como eu entrei, assumindo que foi uma escolha que eu fiz”. Portanto, escolha e assuma suas escolhas. Mais uma vez, não é nada fácil. Seja como for, busque sempre escolher o que é melhor para você, o que te faz mais feliz. Ao término, não restarão dúvidas: você fez a escolha certa! Mesmo que seja no esquema colocado pela nossa amiga Pink quando ela diz “Raise your glass if you are wrong, In all the right ways”, ou seja, “erga seu copo se estiver errado, em todas as maneiras corretas”.

"Sua vida é feita de escolhas. Suas escolhas determinam sua vida. A felicidade é uma das suas opções portanto, ser feliz pode ser também sua escolha de vida"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Por um acaso a rosa tem medo dos seus espinhos"?

Eu adoro essas surpresas da vida. Frase magnífica! Decidi ler o livro por não ter nenhum outro para ler, mas descobri e aprendi muitas coisas com ele. Muito legal para quem está iniciando na vida de hipnose. Não pelos casos, mas pela possibilidade de se aprender algumas técnicas em um livro que não tem esse foco.

Mas o ponto desse post não é discutir sobre o livro, mas sobre uma das frases dita durante uma das regressões. Acontece que, ao receber um livro contendo toda a história de sua própria vida, a personagem da narrativa não tem coragem de abri-lo. Aproximá-se, então, um sacerdote e diz: "Por um acaso a rosa tem medo de seus espinhos"? 

Meoooo, saindo totalmente do livro, você conseguiu sentir a profundidade dessa frase? Quantas vezes na vida, você se distanciou de algo, ou alguém, por perceber ou imaginar quantos espinhos haveriam? Quanto você deixou de viver por medo de TALVEZ se machucar? Quantos momentos você se sentiu inferior por ter feito algo ou ter algum "defeito"? A rosa se torna menos bela pelo simples fato de ter espinhos? Não! 

Nem todo espinho te fere e até com os ferimentos aprendemos. Não tenha medo de assumir quem é, ou o que quer, pelos espinhos que podem aparecer ou te machucar. Rosas são rosas por seu conjunto. Algumas tem mais espinhos que outras. São diferentes cores, diferentes aromas, diferentes tamanhos e, até, formatos. Nenhum jardineiro jamais cortou uma roseira por ter espinhos, mas todo jardineiro já podou suas rosas, deixando assim só o que fere pela certeza que novas belas rosas viriam. 

Isso, pois é com o difícil que geralmente aprendemos. Tudo na natureza tem uma função. E tudo em você é parte de seu conjunto. Algumas coisas existem para serem mudadas e trazerem uma lição. Outras, por mais que não sejam consideradas o "correto" pela sociedade, são parte de sua essência. Faz mal para alguém? Te prejudica em algum ponto? Se ambas as respostas forem negativas, aproveite. Mas lembre-se, respeite ao outro, a si e ao seu ambiente.

"Me amo pelo que sou, me amam pelo que sou... se fosse o que os outros quisessem, jamais existiria 'eu', apenas existiria o 'outro'"!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Paixão Pela Vida

"Ele parece interessante. Eu sempre amei pessoas que tem essa... paixão pela vida."
"É uma paixão por moedas, não pela vida," eu a corrigi.
"É a mesma coisa. Paixão é paixão. É a excitação entre os espaços tediosos, e não importa para onde ela é dirigida." Ela arrastou os pés na areia. "Bem, na maioria do tempo, de qualquer forma. Não estou falando de vícios."
"Como você e a cafeína."
Ela sorriu, mostrando a pequena abertura entre seus dentes da frente. "Exatamente. Pode ser moedas, esportes, política, cavalos, música ou fé... as pessoas mais tristes que eu já encontrei na vida são aquelas que não dão a mínima para nada. Paixão e satisfação andam de mãos dadas, e sem elas, qualquer felicidade é apenas temporária, porque não há nada que a faça durar[...]"


Qual a sua paixão? Sempre achei e lendo esse livro (inclusive um dos que mais gostei, me identifiquei mesmo) eu tive a confirmação de como é importante ser apaixonado pela vida. Como as pessoas são únicas. O quão importante é ter algo que você sinta paixão em fazer. Qual é a SUA paixão? Você costuma cultivar essa paixão? Ou só lembra dela às vezes, quando "sobra" um "tempinho"? Veja bem, no trecho acima, a personagem Savannah de "Querido John" comenta sobre a importância de direcionarmos nosso tempo à algo que nos excite - no sentido mais puro da palavra. Lógico que não se deve viver para paixões - viraria vício, porém, não podemos ser relapsos com elas. 

É necessário amar a vida, para que você não simplesmente sobreviva!

E, por isso, mais uma vez venho dizer: VIVA AS SUAS PAIXÕES! Não permita que o tempo te roube, que o trabalho te sugue, que as obrigações te passem para trás. "Minha filha é mais importante que tudo" - fiquei muito feliz em ouvir isso ontem mas, a verdade, é que muitas vezes nos esquecemos do que realmente é importante. Assuma um compromisso com você e com as coisas e pessoas que ama. Trabalhar, por exemplo, é necessário. Mas, igualmente necessário, é ter uma recompensa para que a vida não passe a ser sem graça. Encontre a graça de sua vida! 

* Respire a alegria de viver, há muito mais à sua volta do que ar. 
* Ouça os sons à sua volta... entre businas, motores, gritaria e tudo mais, você pode ouvir a risada de uma criança, o canto de um pássaro, uma música que já marcou a sua vida. 
*Veja, não simplesmente olhe ao seu redor. 

Perceba que, por mais cimento que tenham jogado sobre a terra virgem que um dia nosso solo foi, você ainda pode ver mato e flores aparecendo por todo canto.... qual o motivo disso acontecer? Serei agora apaixonado e romântico (sem temor) e direi que isso acontece pois, as plantas - diferentemente de nós - não entendem a questão de serem sobrecarregadas, subjugadas, ou inferiorizadas... elas simplesmente querem viver e respirar! VIVA e RESPIRE, então.

"[...] Eu adoraria ouvir o seu pai falar sobre moedas, porque é quando você vê o melhor de uma pessoa, e eu descobri que a felicidade alheia é geralmente contagiosa". E, um dia, eu hei de aprender a ser assim e como minha amiga Teresinha, que consegue extrair o melhor de pessoas e situações da forma mais natural, eu poderei realmente ver tudo com outros olhos. Contagie-se com amor, alegria e empolgação pela vida. E nossa chama se manterá viva. Ao atingir níveis como esses, não será mais necessário cultivar paixões, pois tudo será apaixonante elas já estarão cultivadas. Por enquanto, que tal buscar sua paixão e apaixonar-se por ela novamente?!

Trechos tirados do livro: "Querido John" por Nicholas Sparks

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mãe É Mãe!

Essa é uma das grandes verdades da vida: EU NUNCA SEREI MÃE! Uma verdade engraçada, porém, decepcionante também. 

Não sei se já perceberam, ou se concordam, mas uma das maiores perdas que o ser humano tem ao nascer homem é a impossibilidade de ser mãe. Sim, pois a impossibilidade é real. Uma mulher estéril, por exemplo, pode se tornar mãe - um dos melhores tipo de mãe, inclusive - mas o homem, ah, à esse resta a paternidade,  não dá para lutar. Não que ser pai seja menos importante - várias mães afirmarão neste momento que é, elas amam se sentir especiais - inclusive, aqui está outra verdade da vida: elas o são mesmo.

Nos últimos anos da minha vida, pude ver, sentir e entender o quão grande e maravilhoso é o amor de mãe. Eu vi, recentemente, uma mulher aprender a amar sua filha, apesar de todas as dificuldades com as quais viria - isso, é ser mãe. Eu vi mulheres que descobriram ser mães, após outras terem desistido e deixados os filhos dessas futuras mães em lugares que jamais imaginaríamos. Eu vi minha mãe e a mãe do meu amor dançado juntas na balada. Eu vi minha mãe ir contra todo preconceito da família e de amigos para contar, um a um, a verdade que um dia a fez chorar. E assim, seu amor superou o medo, superou crenças e novos valores se formaram.

Ser mãe é isso, e antes disso, e depois disso, e mais que isso... é tudo isso. Ser mãe é amar alguém que ainda não conhece. Ser mãe é deixar de ser nos momentos em que doação é 100% necessária. Ser mãe é a capacidade de brigar sem machucar, educar sem se impor, ensinar a aprender e estar sempre disposta. Disposta a aprender, e reverter, e repensar e refazer, e reeducar. Ser mãe é um dia planejar todo o futuro de um filho... mas um dia descobrir, respeitar e apoiar os novos caminhos, projetos e desejos desse mesmo filho, tudo isso pelo simples fato de que a essência de seu sonho é ver o ser que saiu dela FELIZ. É ser completa e sobreviver ao momento em que volta à ser incompleta pois chega o momento de nós - filhos - continuarmos nossos caminhos sozinhos. Ser mãe é chorar junto. É sorrir sempre. É ensinar sem cobrar. É aprender humildemente. É ser amiga. É ser general - às vezes é necessário. Ser mãe é amar incondicionalmente. 

Ah... como ser mãe é mágico. Mas eu não sofro por não poder ser mãe. Pois o amor que nasce dela, quando sentido de ambos os lados, deixa de ser amor de mãe e passa a ser amor Divino. Ah, o amor divino... esse eu fico muito feliz e grato por poder sentir, pois recebi esse amor da minha mãe... e de muitas outras mães, tias-mães, avós-mães, amigas-mães, e muitas outras.

Obrigado mãe, por ser minha mãe. Você me faz parte do que sou, e me deu a oportunidade de ser as outras partes.

Obrigado mães, por serem a mãe de alguém e fazerem a diferença, como a minha fez e faz.

Obrigado mulheres, que não tiveram a oportunidade de serem mães de sangue, não tem a obrigação de cumprir esse papel, mas batalham dia-a-dia por um ser, ou seres, que precisam de amor.

Para todas vocês, Feliz Dia das Mães.

terça-feira, 3 de maio de 2011

NUNCA DESISTA!

Recebi de uma amiga e amei!!! Fica ai para todos vocês enquanto minha criatividade está em baixa... Não quero escrever nada triste, quero um Post pra cima... portanto, vou aguardar a inspiração!!!

Até mais amigos....

terça-feira, 26 de abril de 2011

Aceita a Tábua, Vai!

Essa semana tem OpenAction e eu acabei de ter a idéia de escrever algo em relação aos eventos que acontecem nesse fim de semana mágico.

Pois bem, para não acabar com as surpresas desse treinamento, vamos falar de um dos 3 grandes desafios lá realizados: A quebra da tábua.

Muitas vezes nas nossas vidas, algumas pessoas aparecem na nossa frente e nos oferecem um desafio, nos mostram uma barreira ou nos trazem algo para corrermos atrás. Ao ficarmos de frente com essas situações, algumas vezes recusamos o desafio. Outras, pegamos esse desafio e o carregamos por um longo tempo, sem saber o que fazer com ele... Apenas causando um peso extra nas costas. Sem assumir e pegar esses desafios devidamente para nós, acabamos esquecemos aquela tábua em um lugar, ou a guardamos em uma gaveta e, às vezes, até jogamos essa no lixo. Mas, será que você sabe qual é a sensação de realmente fazer algo com esse desafio? E se, ao invés de deixar a vida te levar, você – a partir do momento que aceitou essa tábua - reunir suas forças, criar um plano de ação e realmente quebrar a tábua? “Será que eu consigo”? Muitos se perguntam. E eu te digo: CONSEGUE!

A força que temos dentro de nós é tão grande que, quando realmente a conhecemos, chegamos a nos assustar! Se você souber carregar essa tábua e direcionar sua vontade de maneira correta, você perceberá que não há nada que você queira que não possa ser realizado. Perceba que quanto mais você desejar e quanto melhor você direcionar essa energia, melhor e mais rapidamente será seu resultado. Mas para isso, você primeiramente terá que pegar essa tábua para si. Dará trabalho! Você precisará manter seu objetivo sempre em mente, precisará ter paciência até chegar o momento certo, levantar os pós e contras e, por fim, chegado o momento, você realizará e conquistará a vitória desejada. E quando conseguir, você não imagina qual é a SENSAÇÃO ao ver sua barreira destruída, seu objetivo conquistado e sua força borbulhando enquanto na sua mente só há uma expressão: “EU SOU”!!!

Na vida, não é necessário quebrar tábuas fisicamente, embora eu aconselhe a sensação, mas é importante assumir desafios, mantê-los em mente e buscar sempre crescer nas diversas áreas da vida, afinal, tudo o que precisamos está dentro de nós, inclusive a felicidade... é só procurar ai dentro e você achará!

MEU VÍDEO QUEBRANDO A TÁBUA: http://www.youtube.com/watch?v=2pqmvvJmenI