O título desse texto faz referência à citação de um livro que li do professor Píer. Essa citação dizia que “O termômetro se tornou mais importante que a temperatura”. Em seu livro, essa frase estava contextualizada na educação, onde nota se tornou mais importante que aprender; certificado mais importante que conhecimento. Porém, acredito que essa afirmação é realidade em muitas outras áreas.
Em empresas, por exemplo, é fácil ver falsos líderes que simplesmente buscam números e, ao buscarem números, subtraem a importância da qualidade no serviço. Com isso, esquecem, inclusive, da própria qualidade de vida e dos que trabalham POR eles.
Não me entendam mal, acredito na importância das metas, mas não concordo na crença de que números devam reger empresas e em avaliações que não consideram o valor qualitativo de pessoas e dos próprios números. É necessário atentar-se para a temperatura das instituições, termômetros podem quebrar e números podem ser forjados.
Por isso, fico feliz quando percebo que algumas pessoas já estão acordando para alguns fatores que fazem a diferença. Uma mudança significativa de valores não ocorrerá logo, mas o “start” já foi iniciado. Alguns seres humanos especiais já mudaram o foco e iniciaram um movimento silencioso que busca o desenvolvimento e qualidade de vida. É só notar o crescimento de espaços de terapias holísticas e a constante afirmação da importância do foco no outro que alguns estudiosos defendem. Esses fatores não podem ser medidos, são pontos que devem ser sentidos.
É por essa e muitas razões que eu digo que não quero ver quantos graus está aqui dentro ou lá fora. Afinal quantos graus para você é frio? Quanto é necessário para fazer calor? Não sabemos! A temperatura é relativa a quem sente. Por isso, eu quero sentir a temperatura, ver o sol ou a neblina, ouvir o vento passando por mim. Não permitirei que números sejam mais importantes que pessoas e nomes mais importantes que Essências. Não deixarei que meu tempo se resuma em horas e, por fim, não tolerarei que ninguém me faça crer que quantidade é mais importante que qualidade.
Que tal sentir um pouco o mundo e deixar de vê-lo por fotos?