sábado, 8 de junho de 2013

Aprendi Que Nunca Quero Deixar de Aprender

Nos últimos tempos, eu me permiti errar. Dizem que através dos erros aprendemos... Acho que posso concordar que aprendi algumas coisas...

Eu aprendi que ter ferramentas não é sempre suficiente. 
Pequenos reparos dependem de nós... Mas grandes reformas exigem muitas mãos para usar todas as ferramentas. É ai que entram os amigos. 

Aprendi que as pessoas sempre criarão representações nossas... boas e ruins. E que, por vezes, até as boas podem se mostrar ruins em alguns aspectos. 
As pessoas poderão e irão esperar demais de nós... Ainda bem que tenho aprendido que nem sempre devo entregar o que elas esperam. 
As pessoas podem ter uma imagem de que somos tão fortes que jamais imaginarão que também temos fraquezas... Ai, quado precisamos chorar, temos que pedir e se não temos coragem, acabamos engolindo o choro e sufocando a alma. 

Foi nesse ponto, que aprendi que "calar-se" por vezes é sabedoria, por outras é burrice. 
Falar tudo que se pensa e sabe pode gerar antipatia ou ser gasto desnecessário de saliva e energia. Deixar de falar tudo que sentimos machuca a garganta, asfixia o coração e impede que os relacionamentos se desenvolvam. 

Aceitei que a dor é inevitável... sofrer, por outro lado, é por nossa conta. 

Outra coisa que aprendi é que as pessoas farão coisas contra nossos valores e desejos, mas isso não é por serem boas ou más... 
Elas são simplesmente pessoas. Tem defeitos, qualidades... Elas também têm seus valores e desejos... E, por vezes, Esses valores não serão os mesmos... E muito menos serão os desejos. 

Descobri q posso viver sozinho, sair sozinho, comer sozinho e que existem e existirão momentos nos quais não haverá melhor companhia do que a minha própria.
Todavia, existirão outros momentos nos quais só eu não bastarei para mim. Que estejam presentes, então, os amigos. Pois sei que difíceis serão os momentos nos quais tudo o que eu precisarei será DAQUELA pessoa, mas ela não estará disponível. Ela poderá estar com seus próprios desejos, ou poderá estar longe, ou simplesmente não mais estar. 

Foi em dias como esses que eu aprendi que não adianta procurar alguém no lugar... não por não ser tão boa quanto, simplesmente por não ser quem gostaríamos. Quem diz que pessoas são substituíveis nunca conheceu alguém insubstituível... eu conheço varias. Em dias como esses aprendi que valerá muito mais deitar no gramado, ou no travesseiro, e pedir que Aquele lá em cima - chame-O como quiser - nos abrace em seu amor e acalme nosso coração.

É, muito eu aprendi nesses últimos meses... muito sei que ainda aprenderei. Espero que me seja gentil o mundo e que eu aprenda sofrendo o tanto que eu puder suportar... e machucando o mínimo possível quem amo e quem simplesmente cruzar meu caminho.

Que eu nunca deixe de aprender e, quando possível, eu consiga ajudar outros a aprenderem suas lições.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sejamos uma Laranja Inteira


Quem foi que disse que eu sou só metade?

Faz algum tempo que percebemos uma mudança nas relações humanas. Embora, ainda hoje, é comum ouvirmos expressões do tipo “encontrar a tampa da minha panela”, ou “a metade da minha laranja”. Acho bonito e interessante essa busca pelo que completa ou a importância dada para as outras pessoas em nossa vida. E eu super concordo que ninguém viver em total solidão... As outras pessoas dão um sentido especial aos nossos dias. Nada mais gostoso que compartilhar vitórias, alegrias e, até mesmo, decepções. Entretanto, tenho que dizer que essa idéia de buscar no outro aquilo que falta na gente é um tanto quanto perigoso.

Para começar, quem disse que falta alguma coisa? E se faltar, quem disse que está no outro? E para completar, quem falou que o outro nos daria o que nos falta, caso ele tivesse? rsrsrs... a verdade é que eu não sou só metade para procurar ser inteiro. Ninguém é... Nós só não sabemos como achar todos os lados. É difícil enxergar tudo o que temos e, mais ainda, tudo que somos.

Buscar lá fora o que deveríamos buscar em nós gera uma ansiedade desnecessária e acaba colocando muito da nossa vida no sentido do “ter”. Não somos donos de ninguém, e ao colocar o outro como a metade que tenho, corro o risco de acabar perdendo aquilo que encontrei nele. Não pense que estou dizendo que devemos ser alto suficientes, de forma nenhuma. Quero dizer que devemos buscar melhorarmos em nós. As pessoas que estão a nossa volta deveriam nos acompanhar na busca e não ser aquilo que nos completa. Familiares, amigos, amores... Todos esses podem ser modelos, podem ser companheiros, ser o ponto ou o contraponto para que sejamos mais... Mas de forma alguma deveríamos colocá-los como aquilo que nos completa.

Sejamos laranjas inteiras.

Devemos buscar entender onde começamos e terminamos. Qual nossa forma, nosso sabor, nossa cor, aroma e etc. No meio dessa busca estaremos em contato com outros muito parecidos (laranjas); outros que parecem, mas não são (mexericas) e outros que são extremamente diferentes, mas não menos saborosos... Quero ser uma laranja inteira numa cesta de frutas incrível.

Desejo buscar descobrir em mim o  quão inteiro sou. Quais são minhas capacidades, habilidades, minhas qualidades e também meus defeitos. E dentro disso descobrir como posso ser mais doce, ou mais saboroso... Ter a noção que não adianta querer ser laranja lima, se eu for laranja pêra. Sou o que sou. Por isso ganho ao descobrir minha outra metade em mim mesmo, pois algumas coisas que o outro é, eu jamais serei igual. E cada laranja será melhor para cada desejo. Podemos juntos fazer um novo suco, ou uma nova semente. Mas inteiro... Inteiro eu sou em mim e por esse motivo compartilho com quem amo aquilo que sou e dou ao mundo um pouco do meu sabor.

Sejamos, então, frutas inteiras... para dessa forma podermos compartilhar mais e, assim, ser feliz independente do que for.

Beijo!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

PROCURA-SE: ser pensante


É, parece que a era tecnológica alterou muitas coisas em nossa sociedade. Muitos foram os ganhos, o conhecimento que temos sobre diversas áreas hoje é muito maior e as conquistas em relação à tecnologia, medicina, e outras ciências são de nos deixar extremamente orgulhosos. Entretanto, às vezes pegamos alguns pontos que acabam por contrastar o quão positivo isso é.

Um fator que percebo muito hoje é a dificuldade de encontrar seres pensantes. Pessoas que se interessem um pouco mais e que consigam avaliar pontos positivos e negativos, tirar conclusões ou montar um pensamento analítico/ crítico sobre esse ou outro tema.

As pessoas estão tão habituadas ao pronto, ao fácil, aos sistemas onde você só inclui informações, que elas acabaram por se viciar no simples receber informação. Não se pensa sobre. Não se preocupa com. Não se buscam novas alternativas. Não se faz nada, caso as informações sejam insuficientes. Se tiver no Google, beleza... Se tiver que interpretar, ferrou!

Procuram-se seres pensantes!

Espécime tão raro que, hoje, quando destacado num grupo, esse é taxado como estranho. Um ser crítico, julgador, que tem sempre resposta e opinião para tudo. Um ser metido, convencido... Pensa que sabe tudo. Mas não gente, ele não sabe tudo não... Mas pensa, e PENSAR está se tornando luxo hoje em dia.

Numa era onde as ciências estão tão desenvolvidas e tanto se conhece sobre homens e máquinas, não podemos mais aceitar que nossa principal máquina – o cérebro – seja mal utilizada. Não podemos ter ideias e visões tão antigas ou limitadas. Não podemos nos fechar às informações quando sabemos que a análise é de extrema importância. Dado é dado! Eu posso burlar esses, eu posso te levar a crer que isso é o que eu quiser... Para que isso não aconteça, uma única regra: pense! Conteste o que está vendo, questione, analise, reveja, busque outras perspectivas! Dá trabalho, eu sei! Mas cresce... Cresce o mundo ao seu redor, cresce seu próprio mundo, cresce você!

A ciência foi desenvolvida... Faltam nós, seres humanos, lembrar que precisamos também nos desenvolver. Nossa mente é capaz de muito mais... Que sejamos, então, capazes de MUITO mais! 

terça-feira, 9 de abril de 2013

DESACOSTUMA!


“A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e que gasta de tanto se acostumar e se perde de si mesma”.
                                                                              
Quanto tempo... há quanto tempo eu não mais entrava aqui. Há quanto tempo decidi endurecer a palavra ao invés de derretê-la. É... Nós nos acostumamos.

Acostumamos-nos a prender nossa verdade, nossa necessidade, nossa vontade... Tudo para que o outro, ou outros, ou muitos, ou ninguém possa não ser ferido, atacado ou machucado. Só nos esquecemos que com esse costume, nós que nos ferimos.
Acostumamo-nos a sofrer.
Acostumamo-nos com a dor.
Acostumamo-nos a engolir o próprio ego por algo que nem mesmo sabemos se existe.
É triste.
É verdade.
Mas não quero hoje seguir o costume.
Quero DESACOSTUMAR!
Quero saber e conhecer a verdade... Não a sua, não a dele, não disso ou daquilo... Quero descobrir a MINHA verdade.
Quero saber e reconhecer o que sou, quem sou e por qual motivo sou.
Quero saber que vivo, não sobrevivo.
Quero conseguir no meio do dia perceber que to indo rápido demais e parar, simplesmente PARAR.
Quero perceber e ver a mosca voando, a pessoa bonita passando, a nuvem encobrindo o céu e o sol brilhando mesmo assim.
Quero ver além do que se tem.
Quero sentir o ar entrando. Quero sentir a energia saindo. Quero provar um novo sabor e, por vezes, até o dissabor...
Mas quero que isso seja por mim.
Quero acordar sem pensar “que saco”.
Quero engolir a comida apenas após ter mastigado.
Quero sorrir por vontade de sorrir. Quero deixar de ser negligenciado e, ao ser, quero entender o que devo aprender.
Quero amar sem machucar.
Quero me doar, me respeitando.
Quero dizer sem ferir e, às vezes, até me enraivecer, esbravejar, gritar, falar... Só para que a lágrima, a raiva, ou a dor seja derretida...
“Palavra guardada é tumor”
Quero DESACOSTUMAR a me perder de mim por outras coisas. Se for para me perder, que me perca em meus pensamentos. Mas que, na verdade, me acostumar a me encontrar...
Na doce palavra, no suave abraço, na gostosa melodia, no pequeno gesto...
No aproveitar a vida...
No direcionar a vontade...
“Palavra boa é palavra líquida”!
Quero me acostumar a ser feliz, e que assim EU SEJA!

E ai? Eu escolhi desacostumar. Qual a sua escolha?

                               http://www.youtube.com/watch?v=tbEn96gI82M