E num simples momento deixamos de conseguir definir o que se passa fora, ou dentro... perdemos a noção do tempo, espaço, de nós.
É uma agonia de pensamento, que não nos permite parar, respirar, sentir... embora, sintamos durante todo o momento.
Os sentimentos nos parecem confusos, puxando uns aos outros, se entrelaçando, não nos permitindo perceber onde começa um ou acaba o outro.
O medo parece se sobressair, ou seria o desespero, ou então o cansaço, quem sabe o desânimo, a raiva, a força, o medo...
Quando chega à esse ponto nos vem a ideia de desistir.
Quem sabe continuar dormindo.
Na cama.
Sozinho.
Fingindo que o mundo la fora não passa de um sonho do que acontece aqui dentro.
No quarto.
Na mente.
No coração.
Por vezes olhamos o corpo e vemos a alma ou n'alma sentimos que nosso corpo deságua.
Dor, saudade, canção.
É a dor de se sentir perdido quando nem andando está.
É a saudade da calma de espírito que não para de falar, pensar, se extirpar.
É canção que se canta chorando, clamando, pedindo alento quando se quer gritar sem parar, mas não se tem força pra colocar pra fora.
A doce loucura que vem e vai dizendo o que se deve fazer enquanto nem se sabe o que é.
Vem insana sanidade!
Mostra-me para que vem, pois sei que sua presença não é em vão.
Quais são as portas que devo fechar?
Quais são aquelas que devo abrir?
Dúvida.
E então na beira do poço, cai e continua caindo até que vem o momento que nos define...
o momento no qual em meio as trevas cada vez mais profundas, sem saber se em mente, corpo e espírito uma luz que jamais se apagou volta a ser sentida... uma luz que embora não aqueça mais, percebemos que ela ainda existe.
No fundo.
Buscando o ar.
Oxigênio que alimentará sua chama até que vire fogo, ardor, paixão...
Tempestade de Amor...
Fera.
Dragão.
Realizamos que em meio a tempestade de anseios o ar nos faltava por jogarmos as cartas nas direções erradas.
Todas.
Nenhuma.
Sem direção.
Foco.
E ao entendermos isso, respiramos fundo.
Erguemos a cabeça.
Sentimos o que precisamos.
Deixamos de lado o que não.
Assumimos o que somos.
Tomamos conta.
Contamos até dez e voltamos...
Catando cada grão desperdiçado de energia e reagrupando na bomba nuclear de força e vontade que será necessária para virar a mesa.
Catando cada grão desperdiçado de energia e reagrupando na bomba nuclear de força e vontade que será necessária para virar a mesa.
Segundo após segundo, passo a passo.
Degraus. desejos, vontade.
Troca, reversão.
Ressignificamos, reelaboramos, renascemos.
O que era raiva vira compreensão.
O medo nos dá a coragem para recomeçarmos.
O desespero se torna serenidade.
A saudade vira saudação...
Aos novos tempos.
Aos novos tempos.
Tempo de renovar.
Tempo de sentir.
Tempo de tempo novo.
A tempestade que com a água parecia destruir passa a limpar, renovar, alimentar...
O fogo que podia queimar, energiza e revitaliza.
E temos um novo homem.
Homem de carne.
Complexo.
De alma.
Humano.
De alma.
Humano.
Aprendiz e Sábio.
De coração.
De coração.
Completo.
De AMOR.