segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Você Mudou a Minha Vida" entre Sonhos e Responsabilidades


Acabo de começar a ler “Você mudou a minha vida” de Abdel Sellou. Estou na página 25 e já sinto que esse livro será mais que especial. A verdade é que ele se tornou a partir do momento que o ganhei de uma amiga muito especial, junto de um cartão de aniversário dizendo que comprou esse livro, pois, além de parecer muito bom, o nome dizia muito do que eu fiz por ela.

Durante toda minha vida, esse foi meu sonho... Eu gostaria de um dia poder deixar uma marca, poder fazer a diferença em ao menos uma vida. Entretanto, tenho que assumir que senti um certo receio ou medo quando li aquilo. Medo da responsabilidade que aquilo podia significar. Como eu mudei a vida dela? Qual a representação que ela tinha de mim? O que eu havia feito de especial? Eu ainda não tinha atingido nenhuma grande conquista... Não posso me considerar sábio ou experiente... Eu nem ao menos sei definir que eu sou... Qual meu caminho? O que quero fazer da vida? Sou, muitas vezes, um poço de confusões no meio de certezas incertas de uma mente cheia de pensamentos... Como eu posso estar mudando a vida de alguém?

Isso me fez questionar algo que nunca tinha feito, apesar da vontade de mudar o mundo. O que é necessário fazer para causar essa marca? O que é necessário construir para fazer a diferença na vida de alguém? O que eu tenho que conquistar para atingir o que sempre sonhei? Então, pensei que, talvez, não tenhamos que fazer nada de tão especial assim. Às vezes, só precisamos estar ali... Naquele lugar. Nunca saberemos o que será necessário se fazer para marcar alguém. Talvez, basta que nos permitamos ser nós mesmos e dividir nossas ideias, por mais malucas que possam parecer, com alguém que simplesmente precisa que alguém esteja ao seu lado.

Mas ainda sim o receio de se tornar modelo, exemplo, ou o que quer que seja permanece. Isso, pois quando conseguimos tocar a vida de alguém dessa forma, algumas vezes, todos os nossos atos passam a ser percebidos... Não podemos errar, pois errar é algo inaceitável... Talvez isso só seja realidade na minha cabeça, a verdade é que eu sempre tive medo de errar por mim mesmo, imagina se eu errar e machucar a representação que alguém tem de mim? Quanta responsábilidade mais uma vez... Eu erro. O que será que eu fiz então para nos últimos tempos ouvir e ler de tantas pessoas que eu deixei uma marca? 

Então me lembrei do texto que escrevi sobre a Morgana de As Brumas de Avalon . Talvez, só talvez, as pessoas estejam cansadas dos heróis, dos contos de fadas e do prícipe de cavalo branco... Estão cansadas de pessoas que são tão perfeitas que só nos fazem nos sentir inferiores, nos fazem questionar sua real existência... Talvez as pessoas estejam precisando cada vez mais de heróis, exemplos e modelos que simplesmente não vivam a vida de modo superficial... Pessoas mais próximas de suas realidades. Pessoas que sejam confusas, que tenham medos, que se questionem, que errem... Mas que, acima de tudo, superem. Heróis que errem, que sintam a dor rasgando a pele ou o peito, pois, muitas vezes, é a partir desses dois que aprendemos e desenvolvemos importantes valores e habilidades para futuros eventos.

Tudo que posso dizer, após isso, é que se eu mudo a vida de alguém, ou simplesmente abro caminho para isso... Se causo algum reflexo ou o que quer que seja, eu também tenho muitos modelos que mudaram minha vida. Poderia citar nomes e mais nomes de pessoas que me marcaram de alguma forma. Poderia citar nomes de pessoas que tocaram minha essência e me ajudaram a moldá-la de forma que ficasse mais bela ou mais firme. E não há algo mais grandioso para mim do que poder compartilhar um pouco das minhas ideias, das minhas forças, das minhas fraquezas... E como essas fraquezas se fizeram reais nesses últimos tempos. Mas, graças a Deus, eu tenho muitas pessoas para iluminar os cantos escuros da minha mente e do meu coração.

Tenho certeza que esse livro me ajudará a crescer mais um pouco... E tudo que peço é que eu possa ser iluminado de forma a marcar sempre da forma mais positiva e que meus erros não superem meus acertos, que minhas falhas não apaguem minhas conquistas e que minha chama nunca se apague... E quando estiver fraca, que nunca me falte alguém para protegê-la dos ventos cruéis que a vida traz.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

No dia das bruxas, que todo esqueleto dance junto.


Alguns anos atrás, foi criado no Brasil o dia do Saci-pererê. Esse dia foi propositalmente colocado para o dia 31 de outubro como uma forma de “resistência pacífica” em contraposição ao dia das bruxas (celebrado fortemente em países norte-americanos e com origem Celta). Isso, para que reduzíssemos a influência cultural estrangeira e valorizássemos o nosso folclore (palavra de origem inglesa, inclusive). Por esse motivo, de 2005 para cá, brasileiros mandam em outubro correntes que dizem para ignorarmos o dia das bruxas e celebrarmos o dia do saci.

Primeiramente, gostaria de esclarecer que eu sou super a favor da ideia de incentivar nossa cultura popular. Acredito que ela merece ser valorizada. Entretanto, discordo dessa alteração de propósito da data. Que tal simplesmente criarmos o dia do saci num dia que represente algo para a cultura popular? Sou contra uma alteração que de certo modo gera uma “resistência pacífica” (se é que isso é possível?) e atritos de culturas que não precisam ser excludentes. Afinal, sabemos que grande parte dos maiores conflitos mundiais iniciou-se a partir de guerras entre crenças, culturas ou concepções político-religiosas. Isso, pois temos a constante mania de não compreendermos a cultura alheia e impiedosa vontade de sobrepor a nossa realidade à do outro.

Ninguém nunca pediu para que nossas lendas fossem esquecidas e o dia das bruxas celebrado. Se algo da cultura estrangeira chama a atenção do povo, acredito que podemos entender a importância dessa e ver que o cultural externo é tão rico quanto o nosso, com seus folclores e contos. Reforçar a importância do saci através da oposição ao “dia das bruxas” pode, inclusive, criar uma falsa idéia de que nossa cultura é mais importante que a do outro. Causar um sentimento de intolerância. Uma desvalorização do que é de fora e supervalorização do que é interno (justo no Brasil, país formado da miscigenação de culturas estrangeiras).

Pelos motivos acima citados, creio que não devemos celebrar ao nosso, excluindo o do outro. Que tenhamos o dia do saci e que possamos também celebrar o dia das bruxas. Ou então, que celebremos todos juntos... que dance a caipora com o vampiro, a bruxa com o saci, o lobisomem e o curupira. Que a mãe-d’água e as sereias possam nadar juntas. Que o Jack O’Lantern possa andar numa mula-sem-cabeça...

Como colocado no livro Dragões de Éter (amo e cito sempre)... “Culturas não se medem com sinais de mais ou de menos”. Mais uma vez, não devemos super, nem sub, valorizar culturas. Cada qual tem seu sentido, importância e valor por trás dela. Entender, celebrar, curtir uma não impede o cidadão de fazer o mesmo por outras. Que botemos hoje a música pra rodar... que tenha saxofone e viola junto... e que todos os esqueletos possam balançar... sejam de bruxa ou de saci!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Que Seja Vista Além da Dor... a Rosa que Carrega o Amor.

Algum tempo atras, talvez alguns dissessem muito, outros pouco... Eu escrevi um texto que perguntava: Por um acaso a rosa tem medo dos seus espinhos? Nesse texto, eu falava sobre a importância de se aceitar e de ser quem é. Não somente no belo das pétalas, mas também nos espinhos que protegem e ferem ao mesmo tempo.

Hoje trago de certa forma o mesmo assunto, porém, de forma nova. A pergunta que faria na mesma metáfora, agora talvez seria: A rosa te é menos bela pelos espinhos que tem? 

Aparentemente, no meio de certa bagunça, me vem lágrima aos olhos ao pensar que a resposta seria sim. A rosa é bela flor até que o espinho lhe cause dor. É como se na hora que a picada acontece, toda a cor da pétala sumisse e toda rosa fosse espinho. Todo ser fosse frágil. Todo corpo fosse falho. Toda vida fosse errada.

Será realmente que a falha do outro tem esse poder? Será que uma gota de limão transforma açúcar em sal? Será que o Yin faz do Yang negro de forma total? É como se perdêssemos a capacidade de enxergar que o outro ainda é quem um dia foi... Ao invés de reconhecermos que o ser ideal é na verdade um ser real, passamos a considerar como se o ser que é humano na verdade não o fosse... Pobre ser desumano, mundano, pecador... Por qual motivo não percebe que causa dor?

Mas eu creio que não. Ele percebe... Pois ele é o que sempre foi. É como no trecho de um dos meus livros favoritos que diz algo como: mesmo que chame a rosa de formiga, ela ainda ser flor e ainda ser bela. Limão no açúcar pode virar limonada ou pode mudar a matéria em nada. O Yin é parte do Yang, como a sombra é parte da luz, o pecado parte do fiel, os defeitos parte dos humanos... E eles não cancelam qualidades. O erro é parte do acerto assim como o correto só existe ao ponto que o errado é conhecido. Tudo que precisamos fazer é ENTENDER.

Não escrevo esse texto para dizer que devemos ignorar os erros, ou que a falha é algo que deve ser aceitado. Eu sei como machucam os espinhos. Mas também creio, e vejo, que a rosa continua rosa mesmo que me tire sangue de um dedo. Eu posso gritar. Devo chorar. Talvez até fazer um curativo, lavar, ganhar um beijinho cheio de carinho... Mas ainda assim, preciso reconhecer que a rosa é flor, e a flor é bela... Bela como antes foi. Bela como o ser humano é... Com todas suas pétalas, com todas as suas folhas... Com suas ramificações, com todos seus espinhos.

Não se esqueça da cor, da beleza, da textura, do aroma... pode ser difícil no primeiro momento, mas veja além da dor... veja aonde ainda existe o amor.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Que tal uma Semana com 7 Dias?!

Faz tempo que queria escrever sobre isso. Mas acabou passando e esqueci... hoje, por algum motivo que o universo ainda não me deixou claro, lembrei. Acontece que, algumas semanas atrás, estávamos em um treinamento na empresa e a nossa psicóloga disse algo que realmente me fez pensar... espero que faça vocês pensarem também. Não vou lembrar com todas palavras, claro, mas tentarei. 

Ela estava comentando sobre como deixamos de aproveitar cada dia. Ela falava sobre nossa mania de dizer "Não vejo a hora de chegar sexta-feira"... segundo ela comentava, temos a mania de viver pensando no fim de semana. E quando é que aproveitamos a segunda, a terça... resumimos nossa semana ao fim de semana.  Talvez por isso temos a sensação de que o ano passa tão rápido... pois nossa semana tem apenas 3 dias... "Que tal aproveitarmos todos os dias da semana"?

Pois é... a verdade é que damos mega importância ao sábado, à sexta... e o domingo já é o começo da dor, pois o dia seguinte é segunda. E se nós tentássemos tirar proveito de cada dia da semana? E se buscássemos fazer com que cada dia valha a pena? E se pudéssemos ter uma semana com 7 dias? 

Lembro que ano passado escrevi um texto com o título: "Como estamos usando nosso tempo?". Infelizmente, as coisas não mudaram muito. Acho extremamente engraçado o que as pessoas dizem: "Meu dia precisava ter mais horas, ai eu conseguiria fazer tudo o que tenho pra fazer". MENTIRA! hauahuahau, olha eu estuprando o mapa das pessoas. rs. A verdade é que eu acredito que se as pessoas tivessem mais tempo, elas não fariam tudo o que tem para fazer, elas arranjariam mais coisas para ocupar esse tempo. Temos a incrível mania de nos sobrecarregar dentro das obrigações e de nos martirizar por não termos tempo para nossas necessidades.

Por esse motivo, costumo dizer que o que precisamos não é de mais tempo. Precisamos de um melhor planejamento do tempo que temos e de um despertar para as coisas que realmente importam. Precisamos aprender a nos respeitar, o tempo mostra muito de nossa falta de respeito para conosco. Não nos damos o direito de fazer algo que gostamos, que nos faz bem, que nos relaxa... por isso queremos tanto o fim de semana, pois nele, pelo menos dormimos. 

Entenda... não precisa pedir demissão. Nem viver como louco buscando só o prazer. Mas busque, durante uns minutos de seu dia, fazer algo que você adora fazer. Pode ser pintar, ler, ouvir música, assistir desenho, caminhar ao ar livre, conversar com amigos, tomar uma cerveja... veja as coisas que mais gosta e busque contemplar algo em cada dia da sua semana. Você verá que cada dia terá um valor diferente, o estresse diminuirá pois você terá uma válvula de escape. E, se ainda assim, em algum momento ficar muito difícil, pare no meio do expediente e respire. Veja um vídeo no Youtube. Leia uma mensagem na internet. Beba um cafezinho (álcool não pode). Você verá que sua produção aumentará. Mas, melhor que isso, sua qualidade de vida também. 

Não deixe o tempo passar por você. O dia a dia já costuma ser bastante preto e branco, colorir cada dia é nossa responsabilidade.

Vamos aproveitar cada dia de nossa semana.

sábado, 18 de agosto de 2012

Gratitudine

Gratidão, acho que não há outra palavra para representar o que eu sinto em relação aos últimos acontecimentos da minha vida. Aos últimos dias. Aos últimos meses.

Um dia, uma grande amiga me explicou a importância de termos acontecimentos que "pagam" por si os nossos esforços, motivos que fazem nossos olhos brilharem, que pagam nosso emocional, pagam nosso esforço extra, nossa vontade. Esses momentos são o reconhecimento natural daquilo que fazemos por prazer quando nos doamos à um propósito. Sou grato à essa amiga, ao meu Sol, por tantas vezes ter me socorrido quando eu estava lá em baixo. Ter me ensinado tantas coisas, ter me guiado e, inclusive, por ter me dado as broncas necessárias.

Sou grato pelas oportunidades que a vida me deu, sou grato por aqueles que me permitiram participar de sua vida um pouquinho. Sou grato por outra amiga que me ensinou que devemos falar àqueles que estão presentes... não aos ausentes. É o coração daqueles que querem ouvir que devemos tocar, aos outros... basta esperar que um dia se contagiem e continuar tentando.

Sou grato aos meus amigos que me seguram a barra, me apoiam, me iluminam, me sacodem... aos que marcaram, aos que lutaram... comigo ou contra mim. Todas as batalhas são importantes. Todos os modelos também... os de excelência, que me mostram onde quero chegar, e os repelentes, que me mostram o que não quero ser.

Sou grato à Deus, por me dar cada dia uma nova possibilidade de continuar aprendendo, lutando, tentando, fazendo...

Sou grato à minha família, especialmente minha mãe, por ter me amado tanto e me ensinado valores tão importantes. 

Sou grato por ser respeitado, aceito, ouvido.

Sou grato hoje, em especial, por ter ontem vivido mais uma oportunidade de trilhar minha missão. Sou grato por ter visto o sorriso nos rostos de tantas pessoas que fazem parte de um dos meus círculos. Sou grato por poder homenagear aqueles que há muito eu queria homenagear. De poder dizer sua importância, de poder mostrar que tocaram ao menos alguém. Sou grato de ter participado desse momento que serviu como inspiração, como reconhecimento, até mesmo como perdão. Sou grato por ter conseguido cicatrizar algumas feridas... restou agora só a marca, a lição. A dor, o sofrimento... passaram.

Sou grato por ter tido a chance de mostrar que não importa em que posição você está, você merece respeito e é especial. Se não fosse, a posição não existiria. Se existe é por fazer a diferença. Nem todos sobem ao pódio, mas todos fazemos parte da mesma história. Sem competidores não existiria competição, sem competição não existiria vencedores. Se agora não estava na frente... batalhe, tente, busque, supere-se.

Superação... acho que essa é outra palavra dos últimos meses... pelos números que vi, pelos momentos que passei... anos atrás, alguém assistir minha aula era doloroso. Nos últimos tempos, tive que dar uma palestra para meu chefe, falar na frente do meu amor (um exemplo para mim) e, ontem, falar na frente de um dos meus mestres.

Gratidão... sou grato a mim também, por ter me permitido e por ter me superado. 

Por fim, sou grato a você que me permite falar ao seu coração através daqui.

Sou grato à vida e digo: quero viver minha vida como arte... bela, inconstante, deslumbrante. Mas deixo essa metáfora para o próximo... por enquanto, OBRIGADO!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Escrito na Rocha e na Alma...

"A vida me ensinou... 
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração";



E com essa citação de Charles Chaplin eu trago um questionamento que recebi: "Para que lutar por alguém que passará? Pra que investir em pessoas sabendo que posso me machucar?"

Bom... O que posso dizer? É verdade. Pessoas podem sim nos ferir. Entretanto, a verdade é que nós também acabamos permitindo isso de alguma forma. Em algum ponto achamos, inconscientemente, que valerá a pena. Além disso, podemos sempre escolher entre cutucar mais a ferida, deixar que o tempo cicatrize ou buscar um remédio para curá-la. Por isso, essa afirmação nada me diz além de... Continue. 

Uma amiga e eu estávamos hoje conversando sobre como as pessoas, com medo de sofrer as mesmas decepções que já sofreram um dia, preferem se fechar e não se permitem novos relacionamentos pessoais ou amorosos... As pessoas estão se escondendo cada vez mais em seus mundos. Mas, se eu pudesse dar um conselho, eu diria: Assuma o Risco. Pode ser que te firam, pode ser que não. E, o simples fato da dor, não te deixará claro quem gosta mais ou menos de você. Somos humanos. Erramos. E, por vezes, machucamos sem intenção de ou com a melhor das intenções.

É muito difícil sairmos ilesos por um simples motivo: não somos a mesma pessoa. Pensamos e esperamos coisas diferentes. Temos valores contrastantes, crenças que se chocam, comportamentos conflitantes. Às vezes, machucamos a nós mesmos. Nos criticamos, nos colocamos pra baixo, nos levamos aos comportamentos que nos ferem.Porém, a diferença está em que conviver conosco não é uma opção. Talvez por esse motivo, ao termos a opção, evitamos o conviver com o outro. Mas, você já pensou o que poderia ter deixado de viver se nunca tivesse se permitido? Pense um pouco sobre isso.

"Para que lutar por alguém que eu sei que passará"? 

Talvez essa dúvida continue... então eu pergunto: para que viver se sei que vou morrer? Simples, para aproveitar o que tem de bom na vida!  As pessoas passarão da mesma forma que também passamos. Se não temos certeza do nosso futuro, o que dizer do futuro dos outros? As pessoas nunca serão nossas. Elas se mudam, seguem outro caminho, algumas nos viram a cara. Com umas mantemos contato, com outras não. Tem aquelas que inclusive já se foram desse plano.

As pessoas realmente podem e vão passar, mas, aquilo que elas representam ninguém leva. O que elas significaram é nosso, é parte de nossa história, de nossa memória e, até mesmo, do nosso self. A saudade, a decepção, tudo que está em jogo realmente pode nos causar momentos, no mínimo, nostálgicos. Mas o que é mais importante? Aquilo que podemos viver com essas pessoas ou aquilo que queremos evitar?

Pense agora em alguém muito importante da sua vida. Aquela pessoa que te marcou, que faz parte do seu enredo. Não continue enquanto não pensar em alguém. Isso. Escolha uma pessoa que fez a diferença. Agora sim. Pense na última lembrança de vocês juntos e volte cada uma até a primeira... Os sorrisos, as lágrimas, lições, brincadeiras, aventuras, os medos, derrotas, as conquistas... Imagine agora se nada disso tivesse acontecido. Você sentiu como se quisesse abraçar as memórias e não deixá-las escapar? Valeria a pena não ter vivido isso só para evitar a saudade? Pois então, pense nas outras histórias, pessoas e momentos que ainda tem para viver. Pense nos lugares a conhecer, sabores a provar, coisas a aprender... A verdade é que pessoas passam sim, o importante é que o que elas representam continua gravado em nossos corações, em nossa alma, em nosso ser. Isso sim é nosso. Isso é que nós somos.

Por esse motivo, COMPARTILHE, AME, CONVIVA, DESCUBRA, APRENDA e, só para ficar mais gostoso, lembre-se de, sempre que possível, falar ou escrever para essas pessoas o quão importante elas foram ou são em nossas vidas...

Por isso, obrigado amigos que fizeram, fazem e farão parte do meu enredo.

Vocês são a diferença!



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Assuma o Leme - Decisões

É chegado o momento da decisão. Você precisa definir se fará ou não, se escolherá isso ou aquilo, se vem ou vai. Decidir é muito complicado para uns, um pouco mais fácil para outros. Mas por qual motivo é tão complicado o momento da decisão? A verdade é que não é. O momento da decisão é fácil. É uma única resposta. É um único ato. Costuma ser algo que não dura mais que segundos. O problema na decisão não está nela, mas nas reações posteriores à ela.

Geralmente quem toma decisões com facilidades costuma fazer parte de dois grupos. Aquele dos que vivem intensamente o momento presente, portanto, o que vale é o aqui e agora. Ou aqueles que têm uma visão de objetivo muito clara, sendo assim, não liga para os desconfortos iniciais, o resultado final da decisão de agora é que será válido. 

Porém, a maior parte das pessoas costuma sofrer por antecipação, ou vive fora do momento presente. As pessoas que pensam muito no que já aconteceu ou acontecerá costumam, junto da decisão, pesar todas as experiências passadas e todas as possíveis consequências do que farão agora. Mas, seria isso muito negativo?

Entenda que nenhum dos perfis que citei relacionados à decisão é positivo ou negativo. Arriscar-me-ia inclusive a dizer que isso não existe. Existe sim aquilo que funciona (está funcionando) ou não para você. Viver no momento presente é algo maravilhoso embora saber que existe um futuro também o é, lembre-se que o tempo transcorre. É sempre muito bom ter o objetivo final claro para saber exatamente onde se quer chegar, mas é necessário perceber também que existem acontecimentos e pessoas no caminho até ele. Experiências passadas devem sim servir de aprendizado, entretanto, é importante ter em mente que cada momento é único e que os aprendizados devem oferecer novos caminhos, não impedir esses de acontecer. Por fim, pensar nos possíveis erros e acertos é sempre muito sábio e, por falar em sabedoria, sábio é aquele que sabe precaver possíveis erros, planejar assertivamente e ter otimismo suficiente para seguir em frente sabendo que por vezes será necessário recomeçar.

A verdade é que decisões serão sempre existentes e necessárias. Além disso, elas são suas. Ainda que peça opinião dos outros, elas devem ser suas, siga ou não ideias alheias. Assuma a responsabilidade pelos reflexos daquilo que decidir, sejam esses positivos ou negativos para suas expectativas momentâneas. Não efetivo é ficar parado esperando o mar levar seu barco para um lado ou outro. Lembre-se que as decisões costumam ser o gatilho dos novos aprendizados, muitas vezes de uma conquista e comumente o início de uma boa mudança. Afinal de contas, mover-se, diferentemente de estagnar, sempre nos leva a algum lugar.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Leão e os Diamantes

Conta uma lenda africana, que um deus sentia pesar ao ver a situação de um de seus vilarejos. Ele percebia que o povo precisava de algo mais e queria dar isso a eles. Porém, não achava certo que todos recebessem isso.

Então, decidiu ir ao vilarejo como um pobre senhor implorando ajuda, para salvar seu único amigo. Ele sabia que havia o tronco de uma árvore da região tinha poderes curativos, mas que seria preciso muito dessa árvore. Pela idade avançada, seria impossível carregar tudo sozinho.

Ao ouvir a história, muitos homens escolheram auxiliar o pobre senhor a carregar os troncos. O velho, durante a caminhada, não muito dizia. Não falava de onde era. Só pedia que confiassem, pois ele conhecia o caminho.

Ao longo do caminho, porém, alguns homens começaram a desistir... Uns por não conseguirem acreditar, outros por não concordarem, alguns ao perceberem que era mais difícil do que achavam. A cada curva, o grupo ficava cada vez menor. Até que apenas um permaneceu com o pobre senhor.

Algum tempo depois, após a longa caminhada, próximo de uma caverna, o senhor caiu ao chão e, ofegante, apontou para a caverna, pedindo que o jovem fosse até lá, pois seu amigo precisava de sua ajuda.

Ao chegar próximo da entrada, entretanto, o jovem vê um grande leão. Entre desespero e descrença ele se pergunta se seria aquele velho um louco? Ou teria o amigo do senhor sido atacado? Mas, ao perceber que o leão respira com dificuldade, ele percebe que aquele é o amigo procurado. E, sentindo como se alguém posicionasse a mão em seu ombro, decide continuar.

À medida que entrava, porém, parecia que o leão ficava cada vez mais distante. Até que, continuando sua caminha, uma voz profunda e suave ecoa pelos níveis daquela caverna:

“Eu sabia que muitos prometeriam me seguir, mas poucos chegariam ao destino. Muitos aceitariam, mas poucos teriam a dignidade e força de continuar. Ao longo de todo caminho, você RESPEITOU meu tempo e meu espaço. Seguiu-me com CONFIANÇA. E embora o cansaço e as dúvidas, seu COMPROMISSO com sua escolha de me ajudar foi maior. Por isso, você é merecedor do meu leão...”

Continuando a caminhar, o jovem percebia o que acabara de acontecer e, entre sorrisos e lágrimas, agradecia aquele presente, enquanto o leão se desfazia na lenda africana de que se um leão aparecesse em um lugar, haveria nesse lugar muitos diamantes.

E você, o que fará? Desistirá no primeiro momento? Colocará seus temores na frente? Ou manterá o COMPROMISSO com seus VALORES até encontrar seus DIAMANTES?

terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é amor para você?

Um amigo, tempos atrás, me fez essa pergunta. 


Agora, para celebrar a semana do dia dos namorados, acho valido dividir um pouco das minhas ideias e loucuras sobre esse incrível sentimento que nos encanta e nos assusta.

Primeiramente, gostaria de dizer que acredito que o amor é para ser sentido, vivido... não entendido ou compreendido. Se eu perguntar para um ou outro: "O que acontece com você quando você sente amor?" "O que é amor para você?", eu com certeza receberei mil explicações e descrições.

O coração acelera ou para de bater? A perna bambeia? A mente flutua? A boca resseca? A respiração se intensifica ou se acalma? O que acontece quando pensa em quem ama? É, ao menos, possível pensar? Eu com certeza não sei o que é amor para você, mas amor para mim...

Amor é quando quero alguém bem,
não importa quem,
de onde vem,
pra onde vai.
Amar é se preocupar com o bem do outro.
É respeitar seu espaço, sem reforçar seus erros.
É estar pronto para aprender e ensinar,
com os momentos,
com os erros,
como o outro.
É isso e mais um pouco.
E, às vezes, menos.
É simples e complicado.
É sentimento desvairado.
É estar calmo e irado.
É tudo junto mesmo que por vezes separado.
Amor é tudo isso.
Somente nunca é nada.

Sempre vejo ou escuto as pessoas em busca dos seus príncipes encantados. As pessoas que estão hoje solteiras, ou enroladas, ou descontentes podem se perguntar:

Onde está o cavalo branco do meu príncipe? 
Ou, numa pior situação, onde está o príncipe desse meu cavalo? :P

A verdade é que muitos vivem a procura de um amor, mas são poucos os que deixam que ele se aproxime. Queremos o príncipe com armadura, cavalo, pompas e castelos. Só nos esquecemos que, mesmo com príncipes, andar a cavalo tem seus encalços. Por mais belo que seja o cavalo e mais doce seu cavaleiro, dói até acostumar. Entrar num relacionamento, assim como andar à cavalo, significa aprender e descobrir o ritmo, a ligação que fará essa união confortável aos dois. Alguns preferem sair em disparada como se a vida fosse acabar na próxima curva. Outros preferem ir aos poucos, olhar a paisagem, tomando cuidado com cada pedra.

Precisamos reconhecer que quando falamos de pessoas, aceitar a  montar nessa aventura tem seus riscos. Sempre temos o risco de levar tombos, coices e sustos. Podemos nos machucar. Talvez descobrir que nada era como parecia... Ou que era melhor... No fim, sempre teremos, no mínimo, um aprendizado. Mas é necessário se permitir.

Quatro anos atrás, eu me permiti tentar. Não posso me arrepender. Muito de bom veio disso e ainda vem. Eu descobrir como é quando nos deixamos amar, ou sermos amados. Eu descobri o prazer do sentir. Descobri que amar é ser livre para voar sem sair do chão. Descobri que não há amor perfeito como nos contos de fada. Mas todo amor pode ser um conto se nós assim permitirmos. Percebi então que nada é mais intenso e nenhum conto é mais belo que o seu pois o seu será real. O meu é real.

Através dele aprendi, ensinei, cresci... torci e incentivei... por vezes, segurei. Respeitei, relevei e o mesmo tive em retribuição. Nesse caminho, aprendemos que além do amor e respeito um pelo outro, é essencial espaço para o outro. Seja para o outro ir ou vir, seja para o outro falar algo que precisa ser dito. Diálogo é básico. Como disse no meu texto de um ano atrás:

"Não é possível ser um casal (dois) se não formos UM antes de tudo".
http://renascimentododragao.blogspot.com.br/2011/03/voce-e-dono-de-alguem.html

De qualquer forma, nesse dia, seja você solteiro ou casado, noivo ou enrolado... AME, se não tiver quem, ame você. Afinal de contas, não há ser mais importante nesse mundo, do que o ser que será (ou já foi) resgatado pelo seu príncipe encantado.

QUE SEJA ETERNO ENQUANTO DURE... E QUE DURE PARA SEMPRE!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Herói entre Brumas

O que define heróis? Quais são os atos e buscas que um herói deve ter? Quais são os comportamentos que os heróis devem rejeitar?

Pelos últimos meses, eu estive lendo a série "As Brumas de Avalon". A verdade é que foi difícil levar até o fim. Por 3 livros e meio, eu xinguei e rejeitei a personagem Morgana pois, na minha imaginação, eu tinha criado uma personagem completamente diferente. Ao ler e perceber suas falhas e fraquezas, me revoltei  por ela não ser tudo o que eu imaginava. Porém, ao chegar nas últimas cento e poucas páginas, em especial as últimas 12 páginas, eu levei um chacoalhão.

O principal ponto que eu critiquei e detestei a personagem era por ela ser falha, por ela ser por vezes limitada em suas crenças e por ela, algumas vezes, fraquejar. Como poderia ela, sendo a heroína que eu acreditava que seria, ser tão cheia de defeitos e fraquezas? Como poderia ela se confundir e se perder em meio aos seus desejos e vontades? Como poderia ela questionar e se questionar? Como podia errar? E nessa eu me esqueci que antes dela ser heroína, ou não, ela era humana.

A verdade, é que dia após dia buscamos em meio ao nosso mundo, fantasioso ou real, heróis que possam nos inspirar e nos fortalecer frente aos desafios da vida. Porém, muitas vezes nos esquecemos que o herói não é, nem deve ser, um ser perfeito, sem falhas, que não erra, se perde ou se confunde. Precisamos lembrar que o herói de verdade é sempre aquele que demonstra e ama sua humanidade. Suas falhas e medos são parte de sua personalidade e, portanto, parte de sua individualização heróica. É através dessa humanidade que eles determinam que história escreverão e a diferença que farão no mundo.

Através dessa reflexão, pude dissipar parte das minhas brumas e ampliar minha compreensão. Pude, inclusive, rever minha própria busca em fazer a diferença na vida de outros "alguéns". Por mais confuso e complexo que por vezes possa parecer é exatamente quando aceitamos nossas falhas e dúvidas que conseguimos novamente enxergar e nos enxergar como seres humanos. E é nesse ponto que as mesmas falhas e dúvidas deixam de ser barreiras e passam a ser a ponte que, através da atitude correta, nos levará ao resultado final.

Morgana foi, na realidade, humana durante toda sua busca. Dentro de seus conhecimentos e recursos, ela pode viver todas as faces da Deusa e, para isso, precisou enfrentar todos os obstáculos e lutar, principalmente, com seus demônios interiores. Ganhou, perdeu, acertou, falhou... mas acima de tudo continuou. No final, não podemos definir se estava certa ou errada. Nem ela mesma conseguiria fazer. Mas sua evolução aconteceu até ao ponto de descobrir a deusa dentro de si e rever suas próprias crenças e reações frente ao mundo... mas isso fica para outro dia.

Hoje, tudo o que eu busco aceitar é que não sou um ser perfeito, nem um super herói... já tenho meus heróis do mundo real e os heróis de minha mente... quanto à mim, tudo o que quero ser é um ser humano e, com isso, fazer da minha vida uma super existência.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

E no final, a arte entrou...


Lembro que na primeira aula de circo que eu fui, eu só queria conhecer o lugar pelo qual meu amor estava sempre tão empolgado. Experimentei uma aula, gostei e como precisava fazer alguma atividade, optei tentar. Mudei meus horários e de tudo fiz para fazer qualquer “coisinha” lá, sem grandes expectativas.

No começo, com medo, sem jeito para atividades físicas, optei por ir pelo que achava mais fácil. Peguei duas “bolinhas” e comecei a jogar para cima. Mal sabia eu, que fazer malabares doía e era muito mais difícil do que parecia. Cai bolinha, pega bolinha, joga bolinha, cai bolinha e assim ia. Mas tudo que eu olhava ao meu redor, me encantava. Os saltos que pareciam impossíveis, aquele tecido pendurado, as acrobacias... Só que eu não seria louco de fazer aquilo. Era tudo lindo, porém, “eu num tenho força”, “num tenho coragem”, “eu nunca vou fazer nada disso”... Eu pensava.

Até o dia em que eu percebi que eu tinha vontade e essa era o combustível necessário para qualquer início. E então comecei a me permitir. Decidi então experimentar um pouco do solo e eu, que nem cambalhota dava, comecei a treinar rolamentos, dei meus saltos tortos, fui forçado na flexibilidade, senti as dores e ainda tinha que pular e contar ao mesmo tempo... Só que eu continuava encantado por tudo que acontecia lá em cima.

Então, um dia, eu pedi para aquela argentina “posso tentar?” e ela abriu aquele sorriso e com todo seu sotaque disse “Claro!”. Peguei minha vontade, coloquei a lonja e puxei toda a força que podia ter no momento. Fiz o anjo e com ele senti toda a magia que aquilo trazia, me senti preenchido... A partir daí, a vontade trouxe a coragem... E entre trapézio e tecido, subi, fiquei pendurado, me queimei, gritei, concentrei, soltei, fiz as quedas, cai, senti dores, alegrias, superação e, por mais cansado que me sentisse, eu me sentia renovado.

Mas chegaram e nos disseram que o circo havia acabado... Sem chão, a dor da notícia era pior que de qualquer alongamento. Porém, se aprendemos algo no circo, é que não podemos desistir... O que é o fim, senão sempre um novo começo? Ontem, pudemos perceber em cada apresentação, cada movimento, em cada música, cada erro e acerto... a cada segundo percebíamos que o circo continuaria e continuará. Seja na lembrança dos momentos passados, na foto tirada, no vídeo gravado... Seja num novo projeto, numa nova aventura, num novo espaço.

O circo pode parar, mas isso não nos tira os amigos que continuam conosco. Aliás, nenhuma lição foi maior do que as aprendidas com as diferenças de cada um. Treinei a paciência, testei a resistência, redescobri minha determinação, encontrei minha superação... Corri riscos, descobri coragem, o valor do simples, do modesto, do enxergar, do ajudar... Da força que dá professor que não desiste de você, do amigo que vibra junto, que ensina, aprende... Compartilha.

Podem nos tirar a lona, os aparelhos, os instrumentos... Podem desligar nossa música... Quebrar nossas estruturas... Mas quem pode tirar nosso coração? Ninguém! E com ele seguimos erguendo novos pilares, cantando a música que parou (crrrryyyyyyyyyy BABY), instrumentalizando nosso corpo, transformando árvore em trapézio e cortina em tecido se for preciso... E a lona é nossa amizade. A lona é nossa vontade, nosso desejo, nossa busca, coragem, nossa determinação. Esse momento pode ser de incerteza, de medo, de luto... Mas quem continuar a buscar, encontrará. E quem realmente se entregou já encontrou algo que faz qualquer coisa valer a pena.

Até ontem eu pouco acreditava em mim, sabia que eu estava melhor do que entrei... Era isso, fim. Mas depois de ouvir professores me dizendo que eu não deveria desistir. Isso não tem dinheiro que pague. Ouvir, de Elsa Wolf, o que eu ouvi... Não há tesouro que valha mais. Hoje me sinto mais forte, apesar da dor, pois sei que meu corpo tem novas extensões... Obrigado aos professores que não desistiram de mim... Obrigado amigos que compartilharam desse breve começo comigo.

Espero encontrá-los em breve... Espero que possamos emocionar nossos primeiros mestres ainda mais, em novos espetáculos, em novos picadeiros.

Eu confio em vocês, vocês confiam em mim.

Merda procêis!!!  

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Flor Formiga

"- Não importa o nome. Se eu disser a você que aquela rosa se chama 'formiga', ela não deixará de ser flor. E ser bela. Logo, a importância está em que olhe para ela e não pense nela como rosa. Mas pense nela como flor. E como bela. (disse o lutador estrangeiro)
- Não colocar nela um rótulo... (disse o príncipe)
- Eu não entender essa palavra. Mas acho que você entender a mim. Se você pensar em uma flor como flor, todas as flores serão flores. E você as respeitará da mesma forma, não importa qual seja o nome, ou qual seja a cor que elas tenha. Compreender?"


E começando com esse trecho que eu adoro de "Dragões de Eter", mais uma vez venho falar sobre duas coisas muito importantes e que por vezes nos esquecemos. 

Não é através dos rótulos ou nomes ou classes que podemos falar sobre a essência de alguém. Flor, formiga ou rosa... esses são possíveis nomes e podem dizer tudo ou nada sobre uma pessoa. Mas é a essência que realmente importa. Porém, por ser algo tão difícil de ver/sentir, acabamos cobrando, querendo ou taxando as pessoas por coisas que não são, por algo que não podem oferecer ou por não fazerem aquilo que esperávamos.

Ao longo da minha vida eu poderia ter amado homens ou mulheres. Poderia ter optado por ser cristão, umbandista, evangélico ou ateu - para citar só algumas. Poderia ter escolhido ser pintor, médico ou engenheiro. Poderia ter sido calmo ou revoltado, isso ou aquilo, tudo ou nada... melhor, eu posso ainda escolher. E todos podem. Podemos! Podemos ser alguém, ninguém, nada ou tudo... qualquer pessoa. E a cada um de nós cabe o direito de ser o que queremos ser. Aos outros, cabe o dever de RESPEITAR o direito do outro em 'ser'.

Mas insistimos em avaliar a cor, a crença, o comportamento seguindo nossos padrões... e poucas vezes paramos e nos colocamos no lugar do outro para percebermos o padrão do outro. Pouco buscamos conhecer sobre seus limites (ou até os nossos) para então caminharmos próximos às suas fronteiras. Já invadimos logo. Não respeitamos o que gostam de fazer, não ouvimos suas histórias, não vemos suas necessidades. Posso eu criticar seu comportamento? Posso te fazer engolir o que eu acho? Posso eu dizer como deve se sentir? Jamais!

O que podemos então? Podemos nos permitir conhecer o outro: como pensa, como age, como vê o mundo e, assim, entendê-lo. E, com isso, aprendermos. E, então, ampliarmos nosso horizonte e diminuirmos nossos problemas para afetarmos o sistema. Mas afetarmos de forma positiva, afinal, "quando nos permitimos brilhar, nós inconscientemente damos permissão para que os outros ao nosso redor possam brilhar também".

Dessa forma, mesmo que alguém não chegue nesse nível de consciência, caberá a nós utilizarmos nossos recursos quando não formos respeitados. A verdade é que muitos serão aqueles que tentarão estourar nosso balão, nos dar uma rasteira, ou nos dizer do que somos ou não capazes. Porém, a outra verdade é que somos nós os únicos responsáveis pela compra ou não desses padrões. Nossa luz é maior que tudo. Com ela podemos remendar balões, levantamos de tombos e batemos no peito dizendo "EU posso, eu SOU"! E quando reconhecemos que "ninguém tem procuração assinada em cartório para nos fazer infeliz", nós atingimos um nível superior, onde nossa felicidade depende de nós e os outros são aqueles com os quais dividimos nosso mundo. Pessoas muito importantes nele, mas que não são ele. 

Para resumir, eu diria: 

Lembrem-se de realmente olhar para o lado e respeitar o espaço do outro, lembrem-se que a melhor maneira de fazer isso é reconhecendo que nosso espaço é diferente do dos outros e indicando para esses também os nossos limites.


E tenham sempre em mente os seus pilares de força que dependem de você, partes da sua essência, não das suas conquistas ao longo da vida... pois, conquistas podem ser tomadas de você - essência, jamais.

"I'm gonna show you HOW GREAT I AM".

P.S.: Aproveita que você parou um pouco para ler esse texto e assista também esse vídeo... você não vai se arrepender:

 http://www.youtube.com/watch?v=yKh5OJ1saHM

terça-feira, 13 de março de 2012

Tempestade do Sentir

E num simples momento deixamos de conseguir definir o que se passa fora, ou dentro... perdemos a noção do tempo, espaço, de nós. 
É uma agonia de pensamento, que não nos permite parar, respirar, sentir... embora, sintamos durante todo o momento. 
Os sentimentos nos parecem confusos, puxando uns aos outros, se entrelaçando, não nos permitindo perceber onde começa um ou acaba o outro. 
O medo parece se sobressair, ou seria o desespero, ou então o cansaço, quem sabe o desânimo, a raiva, a força, o medo... 
Quando chega à esse ponto nos vem a ideia de desistir. 
Quem sabe continuar dormindo. 
Na cama. 
Sozinho. 
Fingindo que o mundo la fora não passa de um sonho do que acontece aqui dentro. 

No quarto. 
Na mente. 
No coração. 

Por vezes olhamos o corpo e vemos a alma ou n'alma sentimos que nosso corpo deságua. 
Dor, saudade, canção. 
É a dor de se sentir perdido quando nem andando está. 
É a saudade da calma de espírito que não para de falar, pensar, se extirpar. 
É canção que se canta chorando, clamando, pedindo alento quando se quer gritar sem parar, mas não se tem força pra colocar pra fora. 
A doce loucura que vem e vai dizendo o que se deve fazer enquanto nem se sabe o que é. 

Vem insana sanidade!
Mostra-me para que vem, pois sei que sua presença não é em vão. 
Quais são as portas que devo fechar? 
Quais são aquelas que devo abrir? 

Dúvida.

E então na beira do poço, cai e continua caindo até que vem o momento que nos define...
o momento no qual em meio as trevas cada vez mais profundas, sem saber se em mente, corpo e espírito uma luz que jamais se apagou volta a ser sentida... uma luz que embora não aqueça mais, percebemos que ela ainda existe. 
No fundo. 
Buscando o ar. 
Oxigênio que alimentará sua chama até que vire fogo, ardor, paixão...
Tempestade de Amor... 
Fera.
Dragão.

Realizamos que em meio a tempestade de anseios o ar nos faltava por jogarmos as cartas nas direções erradas. 
Todas. 
Nenhuma. 
Sem direção. 
Foco.
E ao entendermos isso, respiramos fundo. 
Erguemos a cabeça. 
Sentimos o que precisamos. 
Deixamos de lado o que não. 
Assumimos o que somos. 
Tomamos conta. 
Contamos até dez e voltamos...
Catando cada grão desperdiçado de energia e reagrupando na bomba nuclear de força e vontade que será necessária para virar a mesa. 

Segundo após segundo, passo a passo. 
Degraus. desejos, vontade. 
Troca, reversão. 
Ressignificamos, reelaboramos, renascemos. 

O que era raiva vira compreensão. 
O medo nos dá a coragem para recomeçarmos. 
O desespero se torna serenidade. 
A saudade vira saudação...
Aos novos tempos. 
Tempo de renovar. 
Tempo de sentir. 
Tempo de tempo novo. 

A tempestade que com a água parecia destruir passa a limpar, renovar, alimentar... 
O fogo que podia queimar, energiza e revitaliza. 
E temos um novo homem. 
Homem de carne. 
Complexo.
De alma.
Humano. 
Aprendiz e Sábio.
De coração.
Completo.
De AMOR.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

E o Cinza Fica Mais Cinza

Todos os dias as autoridades discutem, conversam e decidem coisas que só descobrimos depois. Algumas decisões nos alegram, outras nos indignam, nos revoltam. Encerram o comércio ambulante, mas não reduzem os valores das mercadorias. O salário mínimo continua baixo, o transporte público encarece, nós continuamos pagando impostos, os salários dos políticos são exorbitantes, mas nosso sistema público continua inaceitável. Mas de todas as decisões tomadas nos últimos tempos, uma que considerei alarmante foi a decisão de que as doações para artistas de rua estão proibidas. Nosso amigo Kassab ainda tem tempo para pensar em coisas como essas? Oi? Mas como assim? Não sou eu quem decide no que usar meu dinheiro? Aparentemente, não!

Nos últimos meses os (quase sempre) anônimos e batalhadores artistas de rua estão proibidos de exercerem suas atividades caso aceitem receber doações em troca. Se eles quiserem continuar lá, sem aceitar doações, eles estão completamente livres para ir e vir, ficar e encantar, mas, não podem nem deixar algo no chão que dê ao público a ideia de “aceito doações”. A arte pela arte terá que bastar. Agora, alguém me responda: você já viu algum governador abrir mão de seu salário?

Na tentativa de justificarem o ato, explicaram que assaltantes estão usando essa arte como forma de distração. Seria, portanto, questão de segurança pública. Mega importante, concordo! Mas, se decidirmos proibir todas as expressões passíveis do roubo ou perigo, melhor terminar de vez com nosso direito de ir e vir. Sair na rua pode ser perigoso. Fechar parques seria outra opção, afinal, são locais perigosos, com árvores e becos. Podemos também impedir o comércio de carros: Quantos acidentes não ocorrem num dia? Impedir todo um grupo de profissionais por que alguns não são honestos não me parece a melhor solução. Tiremos todos os políticos do plenário, policiais das ruas, advogados, médicos, padres... ou seria errado afirmar que já tivemos problemas com todos esses profissionais também?

Outra questão levantada foi a necessidade de interromper tais atividades já que o comércio ambulante é atualmente proibido. Que comparação é essa? A rua é pública, o corpo é deles, não atrapalham a passagem, não pedem nada, só estão ali ofertando arte e esperando que alguém olhe e ache que valem uma moeda. O engraçado é que garotas de programa continuam nas ruas, cinemas pornôs até foram feitos para que não ficassem expostas, mas todas podem receber pelo uso de sua "arte". O que me parece é que os safados da noite têm direito de comprar prazer, enquanto que os passantes do dia não podem se encartar com a arte de rua.

A verdade é que as autoridades tentam de várias formas conter a crescente violência e criminalidade das ruas. Outras vezes só buscam novas formas de conseguir dinheiro.  E no meio disso tudo, acabam resolvendo problemas que eles consideram grandes, ao invés de resolverem aqueles que sempre voltamos a pedir. Não vêem a violência também vivida por esses artistas. Artistas que precisam enfrentar um público por vezes hostil, no meio do frio e da chuva, ou embaixo do sol do meio-dia. E o pior é que, no final, a violência continuará a subir, os hospitais não vão melhorar, as escolas continuarão como estão, e a única mudança será uma cidade CADA VEZ MAIS CINZA pois esses artistas que dão um colorido especial sairão das ruas provando sendo, dessa vez, o novo exemplo de como o artista é menosprezado no Brasil.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sobre o Carnaval e a "Piadatização" da Vida

Seguindo o padrão que eu busquei na minha primeira ideia de blog, eu venho trazer minha indignação em relação aos tristes fatos dessa tarde de carnaval. A falha humana de um lado, a falha técnica do outro. É triste ver o desrespeito das pessoas com o próximo. Pois ao lutar pelo que acreditam ser direito e honesto, algumas pessoas simplesmente ficam cegas e ignoram que não é apenas o indivíduo que está em jogo, mas o grupo e grupos. Além disso, a imagem clara da falta de organização e segurança pelo despreparo, ou da ingenuidade daqueles que deveriam imaginar e precaver possíveis erros. Em todo lugar onde temos mais de uma pessoa, o conflito é um risco existente. Quando juntamos pessoas e disputa, temos o risco como algo eminente.

Mas no meio disso tudo, o que mais me preocupa não são os ocorridos. Esses serão discutidos e rediscutidos, lembrados e relembrados e estarão na boca da mídia e nas páginas de sites, revistas e jornais de todo o Brasil por dias e dias. O povo vai falar. O que me preocupa é aquilo que eu tenho visto em diversos momentos e que poucos enxergam. O que me preocupa é o senso de crítica de alguns e o humor de outros. Preocupam-me aqueles que tiram de momentos como esse a possibilidade de ganhar "curti" e "compartilhar" no facebook. É o fazer graça de coisa séria ao invés de refletir sobre para onde estamos caminhando. Perdão aqueles que o fazem, mas eu não consigo entender como a morte de pessoas vira piada, crimes políticos acabam como fotos engraçadas e uma pedra jogada por um vândalo que não sabe respeitar a liberdade musical termina como mais um motivo de risadas entre aqueles que não conseguem perceber a seriedade das situações. Para onde estamos caminhando?

Vamos deixar de lado a festa e as piadas por um simples minuto. Vamos colocar a mão em nossa consciência e reavaliar se devemos “comediar” tais situações. Por vezes, não sorrimos ao dizer bom dia, mas rimos da desgraça alheia. Parece que preferimos fazer comédia da vida, ao invés de sentirmos os complexos sentimentos que temos. Rimos ao invés de chorar, criamos piadas para diminuir a  indignação, sorrimos para forjar a decepção.

Será que fazemos isso por nos dar mais prazer? Fazemos isso para fugir de nós mesmos? Por nos sentirmos paralisados? Será que tudo isso é válido? Será que é dessa maneira que chamaremos atenção das autoridades ou acabaremos virando os atuais bobos da corte? Algumas vezes tachamos como chatos aqueles que compartilham textos e críticas mas achamos graça da “piadatização” dos nossos direitos. E nessa, tiramos sarro da vida, entretemos o povo e as autoridades, conseguimos mais seguidores, mas o mundo, bem, esse continua como um poço de situações entristecedoras. Pense nisso!

O Novo Começo

Olá pessoas, quanta saudade de todos e do meu Blog. Demorei muito para escrever pois não andava inspirado. Estava querendo um grande texto, ou grande tema, mas não vinha. Porém hoje, graças ao carnaval,  percebi que grande são as ideias e pensamentos que cada um traz ao ler, ou escrever, do mais simples texto ao mais complexo dos versos. Nessa ordem mesmo, pois às vezes uma simples frase pode ser mais profunda que a mais bem formulada das crônicas.

Esse ano começou faz pouco mais de 50 dias e agora é a primeira vez que escrevo aqui. Como no final do ano, no meu texto de boas vindas ao 2012, venho reforçar a importância de fazermos desse um NOVO ano. Lembrando que isso sempre dependerá dos pequenos atos de cada pequeno grande indivíduo do nosso mundão. Que possamos buscar sempre Fascinação, não no sentido pejorativo da palavra, mas no sentido de ENCANTO. Para isso precisamos ter sempre em mente a importância do grão de areia. O pequeno grão que constrói o maior dos castelos. Preste atenção na magia e na essência que cada coisa traz e cada ser humano busca.

Sejam todos bem vindos ao ano de 2012 e aos meus novos pensamentos. Que esse seja o ano do fim... fim dos vícios, do fim das desculpas, do fim das discórdias... e que o aproveitemos como o ano do NOVO COMEÇO, das novas batalhas e, principalmente, das GRANDES CONQUISTAS.