domingo, 25 de setembro de 2011

Bullying - Ressaltar o amor ou a raiva?

Quando comecei a escrever esse tópico, pensei que seria o menor de todos. Surpreendi-me.  Nessa semana, me questionei sobre uma questão e, ao não obter uma resposta clara, decidi compartilhar minha dúvida com vocês: Anos atrás nós não sabíamos que matavam por Bullying ou agora, por conhecerem o nome, as pessoas matam mais por esse motivo?

Acontece que o Bullying - tão comentado hoje em dia - sempre foi realidade nas nossas vidas. Muitos já sofremos, compartilhamos ou, até mesmo, o realizamos. Porém, não sei se perceberam - ou concordam comigo - mas, desde que começaram a divulgar essa história de Bullying, ao invés de controlarmos esse comportamento, acabamos por iniciar uma onda violenta de reação a ele.

Não sei se é pela mídia prestar mais atenção hoje e divulgar melhor o que acontece ou, se pela noção do foco atual nessa questão, as pessoas decidiram “lutar” pelo seu direito. 

Infelizmente, o que temos é o triste quadro de ver que as pessoas não estão aprendendo a respeitar melhor o outro. Por outro lado, aqueles que se sentiam inferiorizados decidiram calar a boca dos agressores... seja por meio de novos insultos, seja através de socos, chutes, pontapés, tiros. É triste ver que a violência é cada vez mais presente e se inicia cada vez mais cedo. É triste chegar em casa e descobrir que uma criança de 10 anos é capaz de atirar em sua professora e se suicidar. Uma criança de 10 anos se suicidar?

Será que estamos indo pelo caminho certo? Acho que, nos últimos anos, nos preocupamos demais em nomear processos, leis, transtornos e preconceitos e de menos na nossa sensibilização humana. Parece que, cada dia mais, nós ressaltamos o que é errado e deixamos de reforçar os nossos laços.

Conseguimos com a tecnologia, desvendamos doenças e suas curas, mas não vemos os doentes. Encontramos números grandiosos em estatísticas, mas não aqueles que representam o número. Definimos demais os erros. Definimos de menos nosso caráter. Buscamos ensinar física, mas não ensinamos os princípios da intenção. Apresentamos fórmulas químicas mas não como formular projetos. Resolvemos problemas matemáticos, mas não sabemos resolver problemas de relacionamentos. Conjugamos verbos sem que saibamos nos comunicar. Pintamos desenhos com várias cores, mas nos esquecemos de colorir nossas vidas. Contamos a história do Brasil e ignoramos a história de quem senta ao nosso lado. Descobrimos quais são os limites geográficos, mas não respeitamos os limites alheios. Aprendemos o que é o coração, mas não lembramos de usá-lo ao reconhecer no outro um ser humano ao invés de um ser qualquer. 

É chegado o momento de deixar de lado campanhas contra o preconceito e incentivar campanhas a favor da igualdade. Excluir o discurso contra as armas e ampliar o discurso de amor à vida. Deixar de lado as diferenças. Assumir as igualdades. Parar de ensinar lógica para as crianças e ensinar valores através das palavras e do exemplo. Acho que chegou a hora de pararmos de ensinar o que é bullying e passarmos a ensinar o que é respeito.


Busque ressaltar a importância do amor, assim não será necessário buscar o fim da violência!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Perca-se por um Momento...

"Lose yourself for a moment" e após alguns dias buscando alguma inspiração para escrever, me recordei dessa frase que me acompanhou pelos meses que morei nos EUA e pensei: por que não?! Será que as pessoas conseguem perceber a importância dessa frase? Simples, curta, REAL.

"Mas perder-se? Eu quero é me encontrar"! Você pode agora estar pensando. Mas grande parte dos problemas da nossa vida está ai. Buscamos demais. Nos libertamos de menos. Tentamos muito. Somos pouco. Esquecemos que muitas vezes o importante é o "deixar ser" ao invés do "buscar ser". Mas não me entenda errado. Não estou te dizendo que devemos cruzar os braços e deixar a vida nos encaminhar para nosso destino. Estou dizendo que algumas vezes, é necessário se perder para encontrar o SEU caminho.

Isso também muito se relaciona com a famosa busca pela felicidade. Aquele objetivo que todos estão atrás e poucos vivenciam. Só que o grande segredo está ai: A felicidade não é um destino, ela não é um local, não é algo a ser encontrado. A FELICIDADE é o CAMINHO. A felicidade deve ser vivida e não buscada. E, na maior parte das vezes, só descobrimos isso quando deixamos de buscar por ela e decidimos olhar um pouco ao nosso redor. 

Vemos um caminho diferente. Vemos uma flor jamais percebida. Sentimos um vento há muito esquecido. Saboreamos frutos que já não comíamos, na ideia que a flor mais bela e o fruto mais saboroso estavam em determinado ponto do percurso, naquele lugar mais difícil de ser encontrado, quando - na verdade - estavam em todo o percurso. É por isso que sempre adorei essa frase. Ela te permite ser você, por um momento, sem pensar no que é regra, no que é esperado.

Perca-se por um momento. Permita que seu corpo vivencie o que está ao seu redor. Libere sua imaginação à locais jamais visitados. Sinta o prazer de descobrir novos caminhos e, então, busque se encontrar de uma nova forma. Perceba as buscas que lhe são possíveis, defina novamente qual é a SUA e descubra a felicidade que banha todo esse seu percurso, não apenas um local distante, mas também o aqui e o agora!

Lose yourself for a moment... and then find yourself brand new!