Eita
finzinho de semana mais que conturbado emocionalmente. Confuso como o nome do texto. Notícias de forma
inesperada, lembranças gritando a mil vozes, conversas profundas,
questionamentos internos, histórias incríveis e músicas simplesmente perfeitas.
E com uma delas, vamos tentar, em meio à loucura de tanto que quero escrever,
organizar os pensamentos e sentimentos que quero compartilhar. No final do
texto vocês encontrarão o link da música. Ouçam, é encantadora e vale ganhar
esses minutinhos.
O nome
da música, em português, seria “A história de um homem”. Mas creio que essa
seja a história dos homens. É incrível como a música diz tanto sobre o que
costumamos fazer. Passamos tanto tempo tentando, procurando, falando, julgando,
se preocupando, se inquietando e tantos outros verbos do tipo e deixamos de
fazer o que realmente importa. Buscamos sentido na vida, sem nos deixar viver.
Sem nos deixar marcar... Inclusive, marca é algo que todo mundo tem. E seguimos
nos impedindo de tantas coisas por não querer novas marcas. Acho que deveríamos
nos preocupar menos com elas, afinal, elas acontecerão, queiramos ou não. Uma
simples mensagem, um simples olhar, um copinho... Tudo pode virar marcas e elas
não são ruins. Mas tendemos a rejeitá-las.
Por um
lado, nossas próprias marcas tendem a nos lembrar do que passou, e temos a
crença de que essas servem como lição do que não devemos mais fazer. Grande
erro. Elas são um guia para que façamos novamente, quantas vezes forem
necessárias, ajustando a cada nova vez. Obstáculo não deve ser fator limitador,
deve ser um alerta para se caminhar diferente.
Por
outro lado, acabamos outras vezes vivendo entre ovos. Sempre andando com medo
de pisar em algum deles. Temos medo de sermos quem somos, ou não nos entregamos
às experiências, para que não carreguemos a responsabilidade de marcar o outro.
Seja positiva ou negativamente. Impedimos-nos de deixar fluir. Acreditamos que
a boa convivência se dá na prevenção de atritos quando, na verdade, é
exatamente na diferença, nos contrapontos e no respeito apesar de tudo, que
acabaremos realmente aumentando nossa aproximação com o outro. Conviver bem é
ser diferente. É, por vezes, quebrar um ou outro ovo, mas juntos conseguir
limpar e reorganizar os outros.
Só um
adendo a quem ler esse texto, lembrem-se que histórias não são mais fúteis ou
mais importantes que outras de acordo com sua visão. Pesos são diferentes, pois
pessoas são diferentes. Os pesos, sejam abstratos ou físicos, pesam
diferentemente. Afinal, eu posso facilmente levantar 15 kilos me achando um
herói, enquanto outro será um herói levantando 5kg e outro levanta 30kgs com a
ponta dos dedos. Independente de quanto cada um pode carregar (não importa o
número que a sociedade impõe ou quem carrega mais ou menos) o importante é se
superar. O herói está dentro de você e só você sabe quanto pesa sua história.
Acho
que deveríamos nos permitir mais. Essa é a verdade. E isso serve pra mim também
(como tudo que escrevo, rs). A última linha de cada verso da música nos dá um
guia maravilhoso de como poder aproveitar um pouco mais a vida. Acho que
devemos transformar nossa forma de pensar. Nossa forma de ver o mundo. Nossa
forma de viver. Precisamos aprender a perceber melhor o outro, mas viver melhor
as nossas vontades. Esquecemo-nos que por mais que queiramos cuidar, só será
cuidado quem estiver disposto à. E sendo assim, vale muito mais a pena cuidar
de nós e, dessa forma, estaremos mais fortes para cuidar do outro. Somos nosso
bem mais precioso... Mas vivemos “Tentando descobrir porque você nunca pode
descobrir”, “Procurando o amor que vai estar à procura de seu amor”,
“Preocupado com o que há a dizer sobre suas pequenas besteiras” e por ai vai.
Está na
hora de abandonarmos a forma de lagartas! Limitadas a um pequeno percurso, vendo
em nós um ser fraco, ou imperfeito, ou incompleto, ou menos belo. Está na hora
de abandonarmos nossos casulos! Casulos que nos impedem de ver a luz, de sentir
o vento, de abandonar o que nos prende... O que um dia foi nossa realidade, mas
não mais. Está na hora de virarmos borboletas! E como essas, abrirmos nossas
próprias asas, voarmos por campos mais livres, apresentarmos nossa beleza...
Interagirmos com um mundo mais amplo. Está na hora de deixar a música seguir...
“[...]
Passe
mais tempo vivendo
[...]
Passe
mais tempo amando
[...]
Passe
mais tempo ouvindo
[...]
Passe
mais tempo respeitando
[...]
Passe
mais tempo fluindo”