Oi povo... Que saudade de estar por aqui. Mas acontece. Por
vezes nossa mente não está limpa o suficiente para organizar ideias, a nossa
musa inspiradora foge por entre os dedos, pensamentos, fica perdida entre os
sentimentos. Se lidar com pessoas é complexo, quem dirá lidar com nós mesmos,
não é verdade?!
Ano novo, vida nova... Aqui estou eu de volta e isso é o que
importa. Com novos desafios profissionais, uma pós em andamento, e refletindo
sobre a vida sempre!
Nesse comecinho de ano, quase um terço do ano já se foi
gente (:o), eu já tive que refletir sobre duas questões que eu pensava de modo
diferente. 1ª... Identidade não é essência! Mano, como assim? Como uma
professora me joga essa afirmação na cara na primeira aula da pós?! Mas nós
ainda não conversaremos sobre esse tópico... Preciso ainda de mais dados. Vamos
conversar sobre o segundo, mais recente... da terapia de ontem, para ser mais
exato.
Estava eu contando para minha terapeuta linda sobre uma
situação. Num dos meus momentos de afobação eu acabei soltando a seguinte
frase: “Ele PRECISA fazer...”! Lógico que eu não notei isso. Ela que então me
questionou: “O que você acabou de dizer”? [Rafis naquele momento tentando
rebobinar a fita...] Resumindo, começamos a discussão sobre esse PRECISAR.
A verdade é que nós só conseguimos julgar o mundo de acordo
com uma realidade: a nossa! A nossa cabeça é nosso universo e todo o resto são só experimentações. Por essa razão, acabamos esperando que as experiências dos outros sejam como as nossas e, secreta ou abertamente, desejamos que eles respondam ao mundo como nossa mente faria. "Se eu faço isso, todos PRECISAM fazer o mesmo". Meu eu mimado interior pensa dessa forma simples! Queremos cobrar que o outro aja como se fossem nós. Mas eles não
o são. O nosso tempo é diferente do tempo do outro. Assim como são as verdades,
as necessidades e as prioridades. Nunca achei que o mundo precisava se adaptar a mim. Quem me conhece sabe isso. Mas, até aquele momento, era obvio para mim que devia existir um balanço das verdades. "Eu me adapto tanto, por qual motivo você não pode de vez em quando retribuir isso"? Só que isso não é verdade... Primeiro, o outro não pediu nada, se eu faço é por querer, portanto não posso cobrar. Segundo, que essa "obrigação" existe só na minha cabeça. Refletir sobre aquilo foi uma quebra muito pesada.
Bom, é claro que conforme os laços vão se estreitando, as pessoas começam a abrir concessões e equilibrar suas vontades, hábitos... seu modus operandi. É natural. Quanto
mais forte o relacionamento, a empatia e etc... mais isso vai acontecer. Mas nunca é obrigação. Simplesmente acontece, não deve ser cobrado. E, por vezes, mesmo existindo uma grande vontade ou empatia, a concessão não será dada. Não irão se adaptar a nossa
realidade, simplesmente por funcionarmos de modo diferente. E isso não significa que gostam menos de nós... Só estamos lidando com outra realidade de mundo que carrega suas próprias marcas.
No caso contado, eu fiquei com essa frustração gigante pois
ela não era referente única e exclusivamente ao fato... ela estava ligada e
conectada à diversos casos passados. Papai sempre presente. Por esse motivo eu
senti o que senti, falei o que falei (desculpa novamente amigo, se estiver
lendo o texto) e me perdi nesses pensamentos. Infelizmente (ou felizmente), ninguém
sabe quais são as tatuagens que carrego no peito. Da mesma forma, eu não sei as tatuagens que o outro trás. Por isso,
muitas vezes essas situações acontecem.
Para fechar, ela me lembrava várias vezes: “Qual o pronome
que está em jogo”? Minha resposta era rápida, eu sabia: EU. Creio que por esse motivo o autoconhecimento é uma das
ferramentas mais poderosas que temos. Se nos conhecemos o suficiente para saber
quando estamos ampliando a importância do nosso mapa de mundo e se tivermos a
disponibilidade de buscar compreender que existem outros mapas que não foram desenhados
da mesma forma que o nosso... Ai sim, poderemos melhorar nossas relações. Tanto para
que elas sejam leves, como para que reduzamos as cutucadas nas tatuagens
alheias (ou que cutuquem a nossa).
Bom, esse é mais um renascimento do Dragão... e espero aparecer aqui mais vezes. Beijão, até mais!
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