quinta-feira, 20 de março de 2014

Ninguém PRECISA nada!

Oi povo... Que saudade de estar por aqui. Mas acontece. Por vezes nossa mente não está limpa o suficiente para organizar ideias, a nossa musa inspiradora foge por entre os dedos, pensamentos, fica perdida entre os sentimentos. Se lidar com pessoas é complexo, quem dirá lidar com nós mesmos, não é verdade?!

Ano novo, vida nova... Aqui estou eu de volta e isso é o que importa. Com novos desafios profissionais, uma pós em andamento, e refletindo sobre a vida sempre!

Nesse comecinho de ano, quase um terço do ano já se foi gente (:o), eu já tive que refletir sobre duas questões que eu pensava de modo diferente. 1ª... Identidade não é essência! Mano, como assim? Como uma professora me joga essa afirmação na cara na primeira aula da pós?! Mas nós ainda não conversaremos sobre esse tópico... Preciso ainda de mais dados. Vamos conversar sobre o segundo, mais recente... da terapia de ontem, para ser mais exato.

Estava eu contando para minha terapeuta linda sobre uma situação. Num dos meus momentos de afobação eu acabei soltando a seguinte frase: “Ele PRECISA fazer...”! Lógico que eu não notei isso. Ela que então me questionou: “O que você acabou de dizer”? [Rafis naquele momento tentando rebobinar a fita...] Resumindo, começamos a discussão sobre esse PRECISAR.

A verdade é que nós só conseguimos julgar o mundo de acordo com uma realidade: a nossa! A nossa cabeça é nosso universo e todo o resto são só experimentações. Por essa razão, acabamos esperando que as experiências dos outros sejam como as nossas e, secreta ou abertamente, desejamos que eles respondam ao mundo como nossa mente faria. "Se eu faço isso, todos PRECISAM fazer o mesmo". Meu eu mimado interior pensa dessa forma simples! Queremos cobrar que o outro aja como se fossem nós. Mas eles não o são. O nosso tempo é diferente do tempo do outro. Assim como são as verdades, as necessidades e as prioridades. Nunca achei que o mundo precisava se adaptar a mim. Quem me conhece sabe isso. Mas, até aquele momento, era obvio para mim que devia existir um balanço das verdades. "Eu me adapto tanto, por qual motivo você não pode de vez em quando retribuir isso"? Só que isso não é verdade... Primeiro, o outro não pediu nada, se eu faço é por querer, portanto não posso cobrar. Segundo, que essa "obrigação" existe só na minha cabeça. Refletir sobre aquilo foi uma quebra muito pesada. 

Bom, é claro que conforme os laços vão se estreitando, as pessoas começam a abrir concessões e equilibrar suas vontades, hábitos... seu modus operandi. É natural. Quanto mais forte o relacionamento, a empatia e etc... mais isso vai acontecer. Mas nunca é obrigação. Simplesmente acontece, não deve ser cobrado. E, por vezes, mesmo existindo uma grande vontade ou empatia, a concessão não será dada. Não irão se adaptar a nossa realidade, simplesmente por funcionarmos de modo diferente. E isso não significa que gostam menos de nós... Só estamos lidando com outra realidade de mundo que carrega suas próprias marcas.

No caso contado, eu fiquei com essa frustração gigante pois ela não era referente única e exclusivamente ao fato... ela estava ligada e conectada à diversos casos passados. Papai sempre presente. Por esse motivo eu senti o que senti, falei o que falei (desculpa novamente amigo, se estiver lendo o texto) e me perdi nesses pensamentos. Infelizmente (ou felizmente), ninguém sabe quais são as tatuagens que carrego no peito. Da mesma forma, eu não sei as tatuagens que o outro trás. Por isso, muitas vezes essas situações acontecem.

Para fechar, ela me lembrava várias vezes: “Qual o pronome que está em jogo”? Minha resposta era rápida, eu sabia: EU. Creio que por esse motivo o autoconhecimento é uma das ferramentas mais poderosas que temos. Se nos conhecemos o suficiente para saber quando estamos ampliando a importância do nosso mapa de mundo e se tivermos a disponibilidade de buscar compreender que existem outros mapas que não foram desenhados da mesma forma que o nosso... Ai sim, poderemos melhorar nossas relações. Tanto para que elas sejam leves, como para que reduzamos as cutucadas nas tatuagens alheias (ou que cutuquem a nossa). 

Bom, esse é mais um renascimento do Dragão... e espero aparecer aqui mais vezes. Beijão, até mais!

Nenhum comentário:

Postar um comentário