Quando comecei a escrever esse tópico, pensei que seria o menor de todos. Surpreendi-me. Nessa semana, me questionei sobre uma questão e, ao não obter uma resposta clara, decidi compartilhar minha dúvida com vocês: Anos atrás nós não sabíamos que matavam por Bullying ou agora, por conhecerem o nome, as pessoas matam mais por esse motivo?
Acontece que o Bullying - tão comentado hoje em dia - sempre foi realidade nas nossas vidas. Muitos já sofremos, compartilhamos ou, até mesmo, o realizamos. Porém, não sei se perceberam - ou concordam comigo - mas, desde que começaram a divulgar essa história de Bullying, ao invés de controlarmos esse comportamento, acabamos por iniciar uma onda violenta de reação a ele.
Não sei se é pela mídia prestar mais atenção hoje e divulgar melhor o que acontece ou, se pela noção do foco atual nessa questão, as pessoas decidiram “lutar” pelo seu direito.
Infelizmente, o que temos é o triste quadro de ver que as pessoas não estão aprendendo a respeitar melhor o outro. Por outro lado, aqueles que se sentiam inferiorizados decidiram calar a boca dos agressores... seja por meio de novos insultos, seja através de socos, chutes, pontapés, tiros. É triste ver que a violência é cada vez mais presente e se inicia cada vez mais cedo. É triste chegar em casa e descobrir que uma criança de 10 anos é capaz de atirar em sua professora e se suicidar. Uma criança de 10 anos se suicidar?
Será que estamos indo pelo caminho certo? Acho que, nos últimos anos, nos preocupamos demais em nomear processos, leis, transtornos e preconceitos e de menos na nossa sensibilização humana. Parece que, cada dia mais, nós ressaltamos o que é errado e deixamos de reforçar os nossos laços.
Conseguimos com a tecnologia, desvendamos doenças e suas curas, mas não vemos os doentes. Encontramos números grandiosos em estatísticas, mas não aqueles que representam o número. Definimos demais os erros. Definimos de menos nosso caráter. Buscamos ensinar física, mas não ensinamos os princípios da intenção. Apresentamos fórmulas químicas mas não como formular projetos. Resolvemos problemas matemáticos, mas não sabemos resolver problemas de relacionamentos. Conjugamos verbos sem que saibamos nos comunicar. Pintamos desenhos com várias cores, mas nos esquecemos de colorir nossas vidas. Contamos a história do Brasil e ignoramos a história de quem senta ao nosso lado. Descobrimos quais são os limites geográficos, mas não respeitamos os limites alheios. Aprendemos o que é o coração, mas não lembramos de usá-lo ao reconhecer no outro um ser humano ao invés de um ser qualquer.
É chegado o momento de deixar de lado campanhas contra o preconceito e incentivar campanhas a favor da igualdade. Excluir o discurso contra as armas e ampliar o discurso de amor à vida. Deixar de lado as diferenças. Assumir as igualdades. Parar de ensinar lógica para as crianças e ensinar valores através das palavras e do exemplo. Acho que chegou a hora de pararmos de ensinar o que é bullying e passarmos a ensinar o que é respeito.
Busque ressaltar a importância do amor, assim não será necessário buscar o fim da violência!
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