Seguindo o padrão que eu busquei na minha primeira ideia de blog, eu venho trazer minha indignação em relação aos tristes fatos dessa tarde de carnaval. A falha humana de um lado, a falha técnica do outro. É triste ver o desrespeito das pessoas com o próximo. Pois ao lutar pelo que acreditam ser direito e honesto, algumas pessoas simplesmente ficam cegas e ignoram que não é apenas o indivíduo que está em jogo, mas o grupo e grupos. Além disso, a imagem clara da falta de organização e segurança pelo despreparo, ou da ingenuidade daqueles que deveriam imaginar e precaver possíveis erros. Em todo lugar onde temos mais de uma pessoa, o conflito é um risco existente. Quando juntamos pessoas e disputa, temos o risco como algo eminente.
Mas no meio disso tudo, o que mais me preocupa não são os ocorridos. Esses serão discutidos e rediscutidos, lembrados e relembrados e estarão na boca da mídia e nas páginas de sites, revistas e jornais de todo o Brasil por dias e dias. O povo vai falar. O que me preocupa é aquilo que eu tenho visto em diversos momentos e que poucos enxergam. O que me preocupa é o senso de crítica de alguns e o humor de outros. Preocupam-me aqueles que tiram de momentos como esse a possibilidade de ganhar "curti" e "compartilhar" no facebook. É o fazer graça de coisa séria ao invés de refletir sobre para onde estamos caminhando. Perdão aqueles que o fazem, mas eu não consigo entender como a morte de pessoas vira piada, crimes políticos acabam como fotos engraçadas e uma pedra jogada por um vândalo que não sabe respeitar a liberdade musical termina como mais um motivo de risadas entre aqueles que não conseguem perceber a seriedade das situações. Para onde estamos caminhando?
Vamos deixar de lado a festa e as piadas por um simples minuto. Vamos colocar a mão em nossa consciência e reavaliar se devemos “comediar” tais situações. Por vezes, não sorrimos ao dizer bom dia, mas rimos da desgraça alheia. Parece que preferimos fazer comédia da vida, ao invés de sentirmos os complexos sentimentos que temos. Rimos ao invés de chorar, criamos piadas para diminuir a indignação, sorrimos para forjar a decepção.
Será que fazemos isso por nos dar mais prazer? Fazemos isso para fugir de nós mesmos? Por nos sentirmos paralisados? Será que tudo isso é válido? Será que é dessa maneira que chamaremos atenção das autoridades ou acabaremos virando os atuais bobos da corte? Algumas vezes tachamos como chatos aqueles que compartilham textos e críticas mas achamos graça da “piadatização” dos nossos direitos. E nessa, tiramos sarro da vida, entretemos o povo e as autoridades, conseguimos mais seguidores, mas o mundo, bem, esse continua como um poço de situações entristecedoras. Pense nisso!
Parabéns Rafa por colocar em palavras um sentimento que tenho certeza é o de muitas pessoas assim como eu!!
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